Beja: Mau tempo leva organização a adiar abertura da Cidade Europeia do Vinho

O evento de abertura da Cidade Europeia do Vinho 2026, atribuído ao Baixo Alentejo e agendado para sábado, em Beja, foi adiado devido às condições meteorológicas adversas, numa decisão tomada pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo em articulação com os municípios e a Associação de Municípios Portugueses do Vinho.

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, justifica a decisão com o agravamento das condições climatéricas previstas para os próximos dias: “Penso que não podia haver outra decisão, até porque isto vai piorar”.

A gala de abertura da Cidade Europeia do Vinho, título que vai ser ostentado pela região do Baixo Alentejo, estava agendado, este sábado, para o Pax Julia Teatro Municipal, em Beja.

A iniciativa tinha como objetivo assinalar “a passagem de testemunho da ‘Cidade Europeia do Vinho’ de Espanha para Portugal”, com a entrega da bandeira pela Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2025.

O evento da Cidade Europeia, que abrange toda a região do Baixo Alentejo, é promovido pela ERT e pela Comunidade Intermunicipal (CIM)do Baixo Alentejo.

A nova data da gala de abertura será “comunicada oportunamente”, mas o programa da Cidade Europeia do Vinho 2026 integra, ao longo de um ano, um conjunto “muito alargado” de atividades, como certames temáticos, conferências, workshops de vendas, concursos ou eventos ‘pop-up’, entre outras ações.

Do programa constam eventos como Gravel & Wine, Wine Music Series, Festival da Canção Rural, Vinhos na Água, os concursos Cidade do Vinho e Embaixadoras Territórios Vinhateiros, assim como as feiras anuais Vin&Cultura (Aljustrel), Ovibeja e ViniPax (Beja), Festival de Vinhos (Mértola), MouraWine (Moura), Vitifrades e Vidigueira Vinho (Vidigueira).

As iniciativas do projeto vão procurar que “todo o universo ligado ao vinho, à cultura, ao património e à identidade do Baixo Alentejo possa ser mais conhecido nos mercados internacionais”, segundo a organização.

O presidente da CIM do Baixo Alentejo, António José Brito, afirma que a região tem “exemplos de grande qualidade [e] distinção” e que este rótulo permitirá “valorizar o território, mas também as pessoas [e] a qualidade do vinho que é produzido em todo o Baixo Alentejo”.

“É, naturalmente, uma distinção à escala europeia muito importante e que valoriza muito aquilo que é o trabalho dos vitivinicultores da região”, realçou.

António José Brito sublinha que o Baixo Alentejo se afirmou, nos últimos anos, “como uma região produtora de vinhos de grande qualidade [e, consequentemente], com uma capacidade exportadora muito relevante”.

Desta forma, 2026 “será um ano que afirmará essa capacidade e ajudará, também, a distinguir ainda mais o Baixo Alentejo nessa dimensão”, atraindo visitantes para conhecerem “a cultura, a gastronomia e os monumentos” do território.

Para José Manuel Santos, este título permitirá promover “o território, a hotelaria e o ecoturismo”, assim como afirmar “a identidade e a autenticidade deste território e colocar os atores a trabalhar em conjunto por um fim” comum, isto é, “ter mais turistas em mais épocas do ano” e potenciar “o negócio do vinho e dos produtores”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Ilustração: D.R.

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