Segundo a acusação, citada pela rádio Pax, o grupo vendia heroína a consumidores da região três a quatro vezes por semana, a 10 euros por dose.
Em audiência, três dos quatro arguidos admitiram os factos, alegando dependência de substâncias, ausência de qualquer estrutura organizada e que as vendas eram feitas a conhecidos a preços reduzidos. A bombeira, pelo seu lado, não prestou declarações.
Segundo a mesma fonte, a rede foi desmantelada pela GNR na noite de 3 de fevereiro do ano passado, quando militares do Núcleo de Investigação Criminal de Aljustrel intercetaram a bombeira e o companheiro — também funcionário da autarquia — quando regressavam de Lisboa transportando estupefacientes. No interior do veículo seguiam os dois filhos menores do casal, de um e quatro anos de idade.
Ainda de acordo com a rádio Pax, para iludir a vigilância policial, o casal terá recorrido indevidamente a dois dispositivos Via Verde pertencentes à associação de bombeiros, o que lhes valeu uma acusação adicional por peculato de uso. A estratégia acabou, contudo, por ser comprometida pelo facto de uma das viaturas da corporação se encontrar imobilizada no quartel.
Oito meses após as detenções iniciais — em que todos os arguidos ficaram em liberdade —, um deles, técnico superior da câmara de Ferreira do Alentejo, com 54 anos, foi novamente intercetado pela GNR a regressar de Lisboa com heroína e cocaína. Foi então decretada a sua prisão preventiva.
O Ministério Público arrolou 37 testemunhas de acusação, na maioria consumidores que adquiriam estupefacientes ao grupo com regularidade.













Uma resposta
Deve ser esclarecido que a bombeira não é companheira de nenhum dos funcionários da câmara municipal mas sim do terceiro indivíduo. Quanto à identificação dos arguidos acho muito bem que se cumpra a proteção de dados e não se divulgue a identidade das pessoas. Não é uma questão de partido político que está em causa. Apenas se cometeu um crime que teve a sua audiência e irá ter sentença.