Bruno Marchand assume, em março, direção-adjunta do MAAT

O curador Bruno Marchand, atual programador de artes visuais da Culturgest, vai assumir a direção-adjunta do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, a partir de 01 de março, anunciou hoje a Fundação EDP.

Bruno Marchand irá substituir Sérgio Mah, curador e investigador em arte contemporânea do MAAT que irá, por seu turno, dirigir o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian a partir de maio.

“O curador [Bruno Marchand] assumirá o cargo de diretor-adjunto, trabalhando em estreita relação com João Pinharanda, diretor artístico do museu”, indicou a Fundação EDP.

Bruno Marchand transita da Culturgest, onde é programador de artes visuais desde 2020, tendo comissariado e programado exposições de artistas como Samson Kambalu, Daniel Dewer & Grégory Gicquel, Mattia Denisse, Tony Conrad, Peter Wachtler, Sónia Almeida, Enzo Cucchi, Júlia Ventura, Alexandre Estrela, Jean Painlevé, Alexandra Bircken ou Sara Graça.

Nascido em Évora, em 1978, Bruno Marchand é licenciado em Design de Comunicação (2002), mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2007) e doutorando em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. 

Entre 2003 e 2008, o curador trabalhou na Galeria 111, nas áreas de produção e comunicação, e de 2009 a 2013 foi curador do Chiado 8 – Arte Contemporânea – projeto satélite da Culturgest dedicado a exposições individuais por artistas portugueses. 

Em 2016, foi assistente de direção da galeria ProjecteSD, em Barcelona, e, entre 2017 e 2019, integrou o departamento de Artes Visuais da Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. 

Autor de um livro sobre a vida e obra do artista José de Carvalho, Bruno Marchand concebeu e coeditou, com Pedro Faro, em 2012, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura, os Cadernos de Curadoria, um conjunto de 12 jornais gratuitos dedicados à reflexão sobre as práticas curatoriais em Portugal. 

Inaugurado em outubro de 2016 pela Fundação EDP, o MAAT está situado na frente ribeirinha da zona histórica de Belém, em Lisboa, numa área de 38 mil metros quadrados, reunindo a Central Tejo – uma central termoelétrica reconvertida, edifício da arquitetura industrial construído em 1908 – e um novo edifício desenhado pelo estúdio de arquitetura londrino AL_A (Amanda Levete Architects). 

Ambos acolhem exposições e eventos programados pela direção do MAAT e estão ligados por um jardim projetado pelo arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic.

Em outubro de 2025, a Fundação Calouste Gulbenkian anunciou que Sérgio Mah tinha sido escolhido para dirigir o Centro de Arte Moderna da entidade, sucedendo ao curador francês Benjamin Weil, na sequência do fim do contrato com o curador francês, que termina na quarta-feira.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Francisco Nogueira/MAAT

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