A intervenção contempla a empreitada, a modernização das exposições para a era digital, a aquisição de novos equipamentos museológicos e a valorização do espaço verde do logradouro, «mantendo o respeito pela memória material e imaterial do edifício centenário».
De acordo com o presidente da Câmara, Bruno Gonçalves Pereira, trata-se de «um investimento considerável» financiado pelo Programa Alentejo 2030 e que permitirá «modernizar aquele espaço mantendo as atuais coleções, mas trazendo outras valências». O objetivo é que a obra possa arrancar até final do ano.
O projeto prevê a reabilitação da estrutura expositiva existente, com recurso a soluções reutilizáveis e modulares, que permitirão adaptar os espaços a diferentes exposições. Estão também previstas soluções interativas, como guias digitais e sinalética interativa.
A intervenção inclui ainda a construção de uma nova ala, com espaços destinados ao serviço educativo e às reservas, bem como melhorias ao nível da acessibilidade, nomeadamente com a instalação de um elevador de acesso ao primeiro andar e a criação de percursos acessíveis para pessoas com mobilidade condicionada.
No exterior, o logradouro «manterá o seu caráter introspetivo e contemplativo, estando previstos a instalação de bancos e de uma área de enrelvamento com espécies arbóreas de ensombramento, assim como, um pequeno espaço de palco ao ar livre para pequenas ações culturais/recreativas», com lugares sentados e condições de acessibilidade.
A intervenção prevê igualmente a remoção de materiais considerados perigosos, como coberturas de amianto.
Ao nível da sustentabilidade, o projeto inclui a instalação de sistemas de climatização eficientes, iluminação LED e aproveitamento da luz natural, bem como a utilização de materiais ecológicos. Está também prevista a melhoria da eficiência hídrica, com sistemas de reaproveitamento de águas pluviais.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












