Segundo fonte do Município de Beja, os trabalhos estão a ser executados pelo arqueólogo André Donas Botto e são cofinanciados pelo Património Cultural IP, estarão concluídos no final de junho e desenvolvem-se em três fases consecutivas. A primeira corresponde à limpeza e desmatação do sítio arqueológico, seguindo-se uma análise da estabilidade e do estado de conservação das estruturas. Numa terceira fase serão aplicadas medidas de consolidação.
Toda a intervenção conta com acompanhamento científico da arqueóloga Conceição Lopes, professora da Universidade de Coimbra, responsável pelas escavações que permitiram identificar e estudar este conjunto arqueológico e uma das principais especialistas na cidade romana de Beja.
De acordo com a mesma fonte, «os trabalhos agora desenvolvidos constituem a primeira etapa de um processo que visa conservar e valorizar o sítio, criando condições para a continuação dos trabalhos de investigação, para a sua abertura ao público no curto prazo e para a sua integração num museu que irá abordar a cidade e o território de Beja na época romana».
O futuro espaço museológico deverá ser instalado no edifício atualmente designado Centro de Arqueologia e Artes, integrando o fórum romano num projeto mais amplo de valorização do património arqueológico da cidade.
A autarquia considera que esta intervenção representa um passo importante na preservação de um dos mais relevantes testemunhos da ocupação romana de Beja e na sua futura fruição pública.












