Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, sublinhou que o projeto «leva tempo a introduzir-se» no terreno, tendo a implementação de mupis com internet ou a modernização do parque de estacionamento subterrâneo, com novas tecnologias, sido «o mais simples».
«O mais difícil foi um grande repto que este projeto tinha chamado marketplace, ou seja, o comércio digital, colocar o comércio tradicional a vender também a nível das plataformas eletrónicas», acrescentou.
De acordo com Nuno Mocinha, esta vertente do projeto «requer um acompanhamento futuro» por parte da Associação Empresarial de Elvas, uma vez que «envolve neste momento cerca de 130 empresas/empresários».
Relativamente ao futuro, o autarca quer «assegurar que o projeto tenha continuidade», tendo hoje sido assinado um protocolo com a Associação Empresarial de Elvas para dar continuidade ao projeto. O protocolo visa a atribuição, por parte da autarquia à associação comercial, de uma verba mensal de 2.500 euros, até 31 de dezembro, sendo o protocolo «renovável e sem termo».
«O que pretendemos é consolidar o marketplace e consolidar o bairro social e, a partir daí, podermos estender a outras artérias que não estão englobadas neste momento», disse o autarca.
Nuno Mocinha garantiu que o Bairro Comercial Digital de Elvas é um projeto que apresenta um «saldo positivo», acrescentando que há comerciantes que vendem os produtos através da internet, sendo, por isso, uma iniciativa com «resultados positivos».
O projeto visa ainda, entre outras vertentes, a criação de um espaço onde os produtos comprados fiquem guardados até que o cliente levante a encomenda.










