Em reunião pública do município, a proposta apresentada pelo PSD para implementação de um sistema de videovigilância no centro histórico de Évora foi aprovada com os votos a favor da maioria PS (três), dos sociais-democratas (dois) e do Chega (um), tendo o eleito da CDU votado contra.
No documento, é deliberado que a autarquia inicie o procedimento formal para implementação de videovigilância, designadamente através da «revisão do estudo elaborado pela PSP e atualização de orçamento».
Nesta sessão, o presidente do município, Carlos Zorrinho mostrou-se favorável à adoção deste sistema que, contudo, não visa substituir, mas complementar, o policiamento de proximidade.
A proposta determina ainda a instrução do procedimento administrativo junto do Ministério da Administração Interna e a celebração de um protocolo entre a câmara e a PSP para «instalação, utilização e manutenção do sistema de videovigilância» no centro histórico.
Além disso, o documento contempla o desenvolvimento de «outras ações administrativas que venham a ser identificadas como necessárias para o cumprimento dos fins» da proposta.
Em 06 de março do ano passado, também após uma proposta apresentada pelos vereadores do PSD que foi consensualizada pelos eleitos daquele executivo municipal – que entretanto mudou fruto das eleições autárquicas de outubro de 2025 –, a Câmara de Évora decidiu não avançar com a instalação de um sistema de videovigilância no centro histórico.
O chumbo deveu-se ao voto de qualidade contra do então presidente do município, Carlos Pinto de Sá (CDU), que desempatou a votação em reunião do executivo. «Pelo menos neste mandato não irá avançar a videovigilância» em Évora, afirmou então Carlos Pinto de Sá.
Na altura, a proposta colheu os votos a favor dos dois eleitos da CDU, contra dos dois do PSD e a abstenção das duas vereadoras do PS e de outra do Movimento Cuidar de Évora (MCE), valendo o voto de qualidade do presidente.
Agora, neste novo mandato, em que a câmara tem maioria PS e é liderada por Carlos Zorrinho, os eleitos do PSD retomaram o processo e avançaram com nova proposta, agora aprovada.
No documento, os sociais-democratas lembram que «a adoção destes sistemas é uma realidade crescente» em Portugal e existem «dezenas de municípios que, em consonância com as forças de segurança, já avançaram para a sua concretização».
«Neste momento» – prosseguem – «em Portugal, existem 25 vilas e cidades que possuem sistemas de câmaras de videovigilância, tendo recentemente sido aprovadas mais quatro novas localidades».
Referindo ter auscultado «instituições importantes, com trabalho e relevância na área do centro histórico», o PSD diz que, «até ao momento, todas se mostraram favoráveis à instalação de um sistema de videovigilância» nesta zona da cidade.
Segundo o mesmo partido, o estudo realizado pelo Comando de Évora da PSP «concluiu pela instalação de um conjunto de até 16 câmaras no centro histórico e uma sala adaptada para o Centro de Comando e Controlo Operacional».











Uma resposta
Quais foram as «instituições importantes, com trabalho e relevância na área do centro histórico», consultadas? Os moradores não foram consultados. Será que virão a ser consultados?