“É mais um passo dado no trabalho que estamos a fazer para requalificar e dar mais qualidade ao património que temos na nossa cidade”, diz o presidente da Câmara, Carlos Zorrinho, acrescentando que o financiamento da empreitada está aprovado e os serviços municipais estão, agora, a preparar o projeto de requalificação do espaço, que deverá ser apresentado durante o primeiro trimestre deste ano.
As Termas Romanas de Évora situam-se na zona central dos Paços do Concelho e foram encontradas, no final de 1987, durante escavações arqueológicas na parte mais antiga do edifício.
Escusando-se, para já, a apontar datas para o início e conclusão das obras, Carlos Zorrinho refere o objetivo de o sítio arqueológico estar requalificado no arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano.
“Atualmente, os visitantes entram, visitam e saem. Verifico que, na Câmara, há muito fluxo de pessoas curiosas que vêm ver as termas romanas, mas precisam de ser recuperadas e de ser integradas”, sublinha o autarca, acrescentando que irá passar a existir “espaço integrado, um projeto museológico, com explicação, com um circuito e a possibilidade de observação a partir do primeiro andar”.
O projeto inclui “também toda a componente de informação e estratégias de comunicação e de integração das termas no património da cidade”.
As Termas Romanas de Évora, que terão sido construídas no século II ou III, têm uma área de cerca de 300 metros quadrados e são compostas por três áreas distintas: o laconicum (zona de banhos de vapor), o praefurnium (zona de fornalhas) e a natatio (piscina ao ar livre).
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo












