Câmara de Évora e Governo fecham acordo para acessos ao novo hospital

A Câmara de Évora e o Ministério da Saúde chegaram a acordo para atualizar o protocolo que permite ao Município avançar com as expropriações e com a construção dos acessos ao novo hospital da cidade, um passo considerado decisivo para desbloquear empreitadas associadas à futura unidade de saúde.

O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Carlos Zorrinho, no início da reunião de Câmara realizada esta quarta-feira.

“Queria dizer-vos que hoje mesmo confirmei com o gabinete da senhora ministra da Saúde que há um acordo total em relação ao protocolo para podermos arrancar com as empreitadas de acessibilidades ao novo hospital”, afirmou o autarca, dirigindo-se aos restantes elementos do Executivo.

Carlos Zorrinho acrescentou que houve “algumas trocas” de mensagens entre o Município e o ministério liderado por Ana Paula Martins e que foi estabelecido um acordo, adiantando que a tutela prevê a assinatura da atualização do protocolo até ao final deste ano.

Aludindo à visita que a ministra fez, em novembro passado, às obras do novo hospital, o presidente da Câmara de Évora revelou ter dito a Ana Paula Martins que “não percebia porque é que não se avançava” com a assinatura da atualização do protocolo.

“Só havia dois problemas: a passagem da utilização do espaço público da Estamo [sociedade de capitais públicos para compra, venda e gestão de imóveis e património] para a Unidade Local de Saúde e, depois, a cedência à Câmara de Évora, e a garantia de ressarcimento da totalidade do valor das expropriações”, acrescentou Carlos Zorrinho.

A assinatura da atualização deste protocolo foi-se arrastando, tendo o ex-presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, alegado em abril deste ano que o acordo, assinado em junho de 2023, tinha de ser alterado para atualizar valores e prazos.

A futura unidade hospitalar deverá ter 360 camas em quartos individuais – podem ser aumentadas até 487 -, 11 blocos operatórios, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro, entre outras valências.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo

Uma resposta

  1. Positivo. Acredito que a nova dinâmica da Câmara resolva a situação.
    Mas temos sido enganados à tantos anos que ficamos sempre desconfiados.
    Será que na altura certa aparece o dito cujo. Dinheiro.

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