A associação junta a Universidade de Évora, o Município de Évora e as universidades politécnicas de Beja e de Portalegre, e terá sede em Évora. Segundo a autarquia, o projeto «assenta numa lógica de cooperação intermunicipal e de articulação com instituições de ensino, agentes culturais, conservatórios, bandas filarmónicas e outras entidades da região».
Para o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, trata-se de «um projeto que nasce com uma verdadeira dimensão regional e que pretende levar a música, a formação e a criação artística a todo o território».
«Estamos a criar condições para que o Alentejo possa ter uma orquestra profissional, mas estamos também a construir uma rede de cooperação entre municípios, instituições de ensino superior e agentes culturais», afirma o autarca.
Carlos Zorrinho considera que a nova orquestra poderá desempenhar «um papel relevante na formação e na integração profissional de jovens músicos», contribuindo ao mesmo tempo para «aproximar a música erudita de novos públicos». «Queremos uma orquestra aberta à região, às suas comunidades e às suas instituições», acrescenta.
A Associação Orquestra Regional do Alentejo vai privilegiar a região, embora possa também promover iniciativas de âmbito nacional e internacional. Entre os objetivos, o município aponta «a programação regular e descentralizada, a valorização do património musical português, a educação e mediação cultural e a criação de oportunidades de formação e inserção profissional».
Numa fase posterior, o projeto prevê a possibilidade de criar estruturas complementares — um coro regional, uma orquestra jovem, uma academia de música e um ensemble de música de câmara —, «reforçando a dimensão educativa, artística e comunitária da iniciativa», segundo a autarquia.
A constituição da associação é, de acordo com a mesma fonte, «um dos passos fundamentais» para a concretização da candidatura à Direção-Geral das Artes (Dgartes).










