“A APA reconheceu tudo aquilo que temos vindo a dizer há alguns meses, desde a nossa tomada de posse, e que tudo fizemos para travar este projeto. Portanto, uma reação claramente de satisfação pela rejeição de um projeto mineiro”, afirma o autarca.
Para o presidente de Câmara, trata-se de “é uma vitória da população de Grândola que se juntou, numa luta conjunta, para um projeto que poderia ter consequências muito nefastas para todo o território”.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu parecer desfavorável ao projeto da mina da Lagoa Salgada, para exploração de cobre, chumbo e zinco nos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal, após identificar impactes negativos nos recursos hídricos.
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Agora, Luís Vital Alexandre diz ter a “expectativa [de] este ser o fim” de um processo “que se arrasta há várias décadas”, com impactos no território, e lembra que devido a este investimento “toda a zona” abrangida pelo projeto foi “intensamente perfurada e sondada, nas últimas décadas”.
“Espero poder afirmar que, com certeza, este será o fim deste processo. Um processo que poderia ter consequências terríveis na questão da água, uma eventual contaminação do aquífero, fundamental para o abastecimento das populações. E, portanto, a APA veio reconhecer também este grande problema e assenta aí um dos principais motivos para a rejeição deste projeto”, argumentoa
Em comunicado, o Município de Grândola lembrou que foram realizadas reuniões com a AICEP Portugal Global, responsável pela atribuição do estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN), e com a APA, e foi encomendado um parecer técnico fundamentado sobre o projeto.
Foi igualmente agendada “uma reunião de Câmara extraordinária dedicada apenas à consulta pública do projeto reformulado da Mina da Lagoa Salgada, na qual foi aprovada a posição desfavorável da Câmara, por unanimidade”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.












