Segundo o presidente Câmara, o ano ficará marcado pelo início das obras de requalificação da rede de águas e esgotos da freguesia rural de Santo Aleixo.
“Deve ser das maiores obras que já foram feitas até hoje por este município”, acrescenta Miguel Rasquinho, revelando tratar-se de um investimento global a “rondar” os nove milhões de euros, que será “dividido em duas fases, pelo menos, e espaçado no tempo”.
O projeto conta, este ano, com uma rubrica inscrita de 2,8 milhões de euros, enquanto, em 2027, deverá contar com um investimento de 4,7 milhões, com comparticipação a 85% do programa Portugal 2030.
O Município vai ainda aproveitar esta obra para promover outras ações, como a colocação de infraestruturas essenciais no subsolo, nomeadamente cabos de eletricidade e telecomunicações, sendo este projeto alvo de outras candidaturas a fundos comunitários.
De acordo com o autarca, a obra “requer algum investimento considerável” por parte do Município, tendo a autarquia de recorrer ao crédito para fazer face à contrapartida nacional.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 foram aprovados, por maioria, em reunião da Assembleia Municipal, com os votos favoráveis de oito eleitos do PS e quatro do Movimento de Cidadãos do Concelho de Monforte, seis abstenções dos eleitos da CDU e uma outra de um eleito do Chega.
Além da intervenção na rede de águas e esgotos de Santo Aleixo, Miguel Rasquinho garante que será resolvido um “problema complicado” na freguesia rural de Vaiamonte, com a implementação de um coletor águas pluviais, num investimento de “quase 600 mil euros”.
O presidente da Câmara aludiu ainda a outras obras inscritas no orçamento, como o projeto para “um grande plano de regeneração urbana” destinado a requalificar alguns espaços no concelho, que vai incluir a Praça da República em Monforte ou o largo principal na freguesia rural de Assumar: “Estamos na fase de projeto, ainda não temos um valor definido”.
Igualmente em projeto está o avanço da requalificação de um antigo mercado municipal para depois construir o Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, bem como um outro projeto para ampliação das instalações da pré-primária em Assumar ou a requalificação do parque de máquinas e aquisição de algum equipamento, como viaturas pesadas.
Neste mandato, o autarca assumiu que pretende ainda avançar com os projetos de construção de um museu de arte sacra e de um outro relacionado com a memória municipal.
Em termos de impostos, a autarquia aprovou uma taxa de 0,34% do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos. Em relação à taxa de participação do município no IRS (5%), a autarquia vai devolver “0,5%” aos habitantes do concelho, “pela primeira vez”, segundo Miguel Rasquinho.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











