O resultado da peritagem foi apresentado no decorrer de uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Portalegre pela vereadora Laura Galão, segundo a qual “a conclusão deste estudo preliminar relativamente à ocorrência é que esta situação teve uma causa natural, que decorreu da saturação dos solos, proporcionada pela precipitação e pelo escoamento da mesma”.
De acordo com Laura Galão, a “primeira impressão” com que o Executivo municipal ficou quando a enxurrada oriunda da serra de São Mamede ocorreu, “foi confirmada” pelos especialistas. “Não havia nenhuma estrutura edificada a montante do deslizamento e, portanto, o deslizamento teve uma causa completamente natural”, acrescentou.
A autarca indicou ainda que a peritagem foi desenvolvida por Rodrigo Proença de Oliveira, especialista em hidrologia, planeamento e gestão de recursos hídricos e por Manuel Lacerda, mestre em engenharia agrícola, drenagem e recuperação de solos.
Também na sessão, a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, explicou que a enxurrada partiu de uma zona pertencente a um terreno privado, onde o solo estava “completamente embeberado em água e a pessoa [proprietário] não se apercebeu do problema que ali tinha”.
Referindo que nesse terreno privado formou-se “quase uma míni barragem” com “uma cobertura de solo”, a autarca garante que a situação “poderia ter acontecido num sítio ao lado, portanto o que ali aconteceu não era possível evitar”.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, no passado dia 05 de fevereiro o mau tempo em Portalegre provocou uma enxurrada de água, lama e pedras oriunda da Serra de São Mamede, provocando danos em pelo menos 10 casas, em caves (número por apurar) e em 52 carros, além de ter causado três desalojados.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












