Em comunicado, assinado pela presidente da Câmara, Marta Prates, o Município sublinha que a medida representa o cumprimento do programa eleitoral do PSD, afirmando que a “Agenda Transformadora Reguengos de Monsaraz 2030” passa “da promessa à ação”.
O documento reconhece que “a rede viária municipal constitui um pilar essencial da qualidade de vida das populações” e admite que, “nos últimos anos, a sua degradação, agravada pela ausência de intervenções estruturais contínuas e pela intensificação de fenómenos meteorológicos extremos, gerou preocupações legítimas entre cidadãos e agentes económicos”.
Para 2026, está prevista a aplicação de 300 mil euros na rede viária urbana e estruturante, 70 mil euros na requalificação de caminhos rurais e 50 mil euros na substituição e reforço de sinalização horizontal e vertical.
O Executivo sustenta que este investimento traduz “uma gestão financeira equilibrada e responsável”, com intervenção “faseada e sustentável”, garantindo continuidade ao longo do mandato e prioridade à segurança rodoviária.
Segundo a mesma fonte, “A manutenção corretiva imediata será realizada por administração direta, com aplicação de massas betuminosas frias para eliminação de cavidades e situações de risco, priorizando zonas de perigo iminente, locais de maior tráfego, proximidade a equipamentos públicos e registos de ocorrências”.
Paralelamente, será lançada uma empreitada para “requalificação estrutural” de troços considerados estratégicos, incluindo a Rua Joaquim António Passinhas, a Rua dos Mancebos – Zona Industrial, a entrada do Terminal de Transportes e segmentos da Estrada Nacional 255 entre Reguengos de Monsaraz e São Marcos do Campo, bem como marcações rodoviárias na Cumeada–Campinho e na Estrada Municipal 514.
De acordo com Marta Prates, esta intervenção visa o “reforço estrutural, redução do risco rodoviário, apoio à atividade económica e a valorização turística”.
A sinalização rodoviária será alvo de um investimento específico de 50 mil euros, destinado à substituição de sinalização degradada, instalação de nova sinalização tecnicamente necessária e atualização de marcações rodoviárias em todas as freguesias, garantindo “conformidade normativa e prevenção da sinistralidade”, adianta a autarca.
No meio rural, serão intervencionados cerca de 80 quilómetros de caminhos, com um investimento de 70 mil euros, abrangendo trajetos considerados “estratégicos” para a “acessibilidade a explorações agrícolas e reforço da coesão territorial”.
A autarquia garante que a hierarquização das intervenções se baseou em “critérios técnicos, objetivos e fundamentados”, como índice de degradação, intensidade de tráfego, relevância funcional e impacto na segurança, assegurando que cada ação tenha “impacto real e mensurável”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












