«Ouvimos os moradores da Atalaia sobre diferentes situações que dificultam a vida naquele bairro, muitas delas serão resolvidas através deste projeto. Contamos com estes contributos para que a requalificação vá ao encontro do que são as necessidades dos moradores», disse o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira.
Entre as questões levantadas pelos moradores destacaram-se as pavimentações de arruamentos, o nivelamento dos passeios, a poda de árvores, a recuperação de zonas verdes e de lazer, a colocação de mais contentores para a recolha de resíduos, mais iluminação e mais estacionamentos.
Os moradores apelaram ainda ao Executivo para que intervenha junto das entidades competentes no sentido de remover os cabos de comunicações nas fachadas das casas e promover a renovação da rede de abastecimento de água.
Segundo fonte municipal, o projeto prevê melhorias significativas na mobilidade e na acessibilidade, através da requalificação das áreas de circulação pedonal, da reabilitação dos passeios existentes, da criação de acessos desnivelados às passadeiras e da remoção de obstáculos.
Está também contemplada a reorganização do espaço público com a redefinição das áreas pedonais, de circulação mista e viária, a repavimentação de áreas degradadas e o reforço de algumas tipologias de pavimento.
No plano ambiental, o projeto inclui a reestruturação dos espaços verdes, com a reformulação da rede de rega e a redução dos custos de manutenção, mantendo a arborização existente sempre que possível. Prevê ainda a colocação de mobiliário e equipamentos urbanos, a resolução de problemas de drenagem pluvial e da rede de esgotos domésticos, com uniformização das tampas das caixas.
A proposta contempla igualmente a criação de bolsas de estacionamento para suprir necessidades efetivas e, em simultâneo, retirar os carros das zonas pedonais, garantindo o acesso a garagens e estacionamentos privativos devidamente licenciados.
A área de intervenção abrange cerca de 67 mil metros quadrados, excluindo as áreas edificadas e algumas zonas já intervencionadas em operações anteriores. O espaço está dividido entre as áreas dos blocos plurifamiliares e as áreas das moradias unifamiliares, pretendendo-se manter a articulação visual e funcional entre ambas.










