Câmara de Sines exige intervenção urgente na estrada para Porto Covo

A Câmara de Sines solicitou à Infraestruturas de Portugal uma “intervenção urgente” na Estrada Nacional 120-1, que liga Sines a Porto Covo, alertando que a via se encontra “praticamente intransitável” após o agravamento do seu estado de degradação devido ao mau tempo e ao aumento do tráfego na sequência da derrocada na Estrada Municipal 1109.

Em comunicado divulgado hoje, o Município revela ter enviado um ofício dirigido ao presidente do conselho de administração da IP, Miguel Cruz, no qual é explicado o “avançado estado de degradação” da via, que “se agravou de forma significativa nas últimas semanas”, devido ao mau tempo.

A EN 120-1 encontra-se “praticamente intransitável com múltiplas depressões, extensos lençóis de água e situações que colocam em risco a segurança rodoviária”, lê-se na nota.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Álvaro Beijinha, salienta que a estrada “constitui uma importante via de comunicação e uma alternativa essencial de acesso a Porto Covo” por parte de “trabalhadores, agentes económicos e residentes”, tal como para um “significativo fluxo de turistas”.

Segundo o autarca, a estrada “já estava muito degradada há vários meses ou, se calhar, até anos”, mas a situação “tem vindo a acentuar-se” devido às condições climatéricas adversas das últimas semanas e também porque é “a única alternativa de circulação” após a recente derrocada na Estrada Municipal 1109 (EM 1109) entre Sines e Porto Covo.

“Todo o tráfego agora, obrigatoriamente, vai pela EN 120-1 e, nas condições em que a estrada está, se nada for feito a situação vai-se agravando, com perigo iminente de poder haver ali uma tragédia”, sublinha.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara, devido ao mau tempo, o troço da estrada nacional entre Sines e Porto Covo “até esteve interrompido em alguns pontos, com lençóis de água provocados por falta de limpeza das bermas”, trabalhos que a câmara efetuou para reabrir a via. 

“Sabemos que continuamos com chuva, mas pode e deve haver uma intervenção imediata, porque há várias zonas complicadas, uma delas, pelo menos em dois ou três quilómetros, cheia de curvas e um buraco pegado. Os automobilistas têm de sair fora da sua faixa de rodagem para escapar ao buraco e correm o risco de embater com quem vem de frente”, refere. 

Quanto à derrocada na EM 1109, aconteceu num local onde “existia uma ponte que tinha um sistema hidráulico para escoamento da ribeira que suporta descargas da Barragem de Morgavel”, explica, indicando que a albufeira é gerida pela Águas de Santo André.

“Esta barragem serve a zona industrial de Sines e, em mais de 40 anos de existência, esta foi a primeira vez que efetuou descargas. E percebemos logo que o sistema hidráulico começou a dar problemas, já há mais de uma semana atrás, e que, se continuasse a chover e a barragem a descarregar, a estrada podia colapsar, o que infelizmente aconteceu”, lamenta.

O autarca diz que a Câmara, em conjunto com a Águas de Santo André, está a estudar “qual a solução do ponto de vista de engenharia hidráulica” que tem de ser implementada para recuperar a EM1109, mas “seguramente vai demorar alguns meses” até restabelecer a via.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia. D.R.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar