O orçamento está fortemente condicionado pelos compromissos assumidos pela gestão anterior [CDU], que teremos de honrar, mas que não permitem colocar em prática todos os investimentos que temos perspetivados”, diz o presidente da Câmara, Luís Metrogos.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento para este ano foram aprovados, por maioria, em reunião da Assembleia Municipal com os votos a favor de oito eleitos do PS e a abstenção de sete elementos da CDU, três do Chega e um da coligação liderada pelo PSD.
“Tivemos o orçamento aprovado, mas o mapa de pessoal foi chumbado”, lamenta o presidente do Município, indicando que os vereadores da CDU e do Chega chumbaram, em reunião de Câmara, a proposta apresentada pela gestão PS.
Luís Metrogos revela a intenção de apresentar nova proposta de mapa de pessoal, alertando que, a manter-se o chumbo, não haverá, este ano, atualização de carreiras para os funcionários da Câmara, nem o Município poderá contratar trabalhadores.
“Queremos assumir o compromisso com uma gestão financeira rigorosa, um planeamento atempado de médio e longo prazo, uma forte captação de fundos comunitários, uma melhoria na gestão dos serviços públicos e uma grande proximidade à comunidade”, garante o presidente.
A empreitada de construção do novo quartel da GNR em Viana do Alentejo é o projeto que contará este ano com o investimento mais avultado, num total de 18 milhões de euros. Segue-se a requalificação da Escola Básica de Aguiar, no valor de 372 mil euros, e a revisão do projeto de requalificação do Jardim Público do Rossio, em Viana do Alentejo, com um custo previsto de 255 mil euros.
O início da discussão pública para o projeto do Jardim Público de Alcáçovas, a revisão dos projetos de regeneração urbana do Ciclo Urbano da Água e o plano de recuperação e manutenção das estradas municipais são outras das iniciativas previstas.
No que concerne às taxas e impostos, a Câmara vai cobrar a taxa mínima do Imposto Municipal sobre Imóveis, no valor de 0,3%, sendo atribuídos descontos, que vão de 20 a 70 euros, para famílias com dependentes. A participação no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS) foi fixado nos 2,5%.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











