«Os serviços municipais estão condicionados», explicou Francisco Picareta, Presidente da Câmara de Serpa, relatando que «o ataque informático aconteceu na madrugada de quarta-feira, entre as 04h00 e as 08h30”.
Quando os serviços camarários entraram em funcionamento, acrescentou, detetaram o ataque «e desligaram os servidores».
Ainda segundo o presidente da autarquia, foi logo informada a PJ, que está a investigar a ocorrência, e apresentada «queixa ao Ministério Público».
Em comunicado publicado na passada quinta-feira via Facebook, o município adiantou ter também comunicado o «ataque externo» à sua «infraestrutura informática» a outras autoridades, como o Centro Nacional de Cibersegurança e a Comissão Nacional de Proteção de Dados.
Quanto aos constrangimentos provocados pelo ataque informático, Francisco Picareta exemplificou que, ao nível do condicionamento dos serviços, «o atendimento está a ser feito de forma mais tradicional, com computadores autónomos e desligados dos servidores».
No comunicado, a autarquia realçou que o Serviço de Atendimento ao Público está a funcionar presencialmente apenas para prestar os esclarecimentos necessários.
«E há outros serviços condicionados também. Por exemplo, não se consegue pagar nada na tesouraria, mas está sempre lá um funcionário para atender os munícipes e explicar o que se passa», acrescentou o presidente da câmara.
No comunicado na rede social, a autarquia também referiu que não existem comunicações fixas nem móveis.
Por outro lado, o presidente do município destacou que há serviços a funcionar normalmente, «como são os casos da limpeza urbana e dos operacionais que andam na rua».
Segundo o autarca, o ciberataque obrigou «a jogar abaixo» toda a infraestrutura informática do município e, como resultado, «a apagar e a refazer» o sistema.
«Já estamos, neste momento, a refazer a nossa infraestrutura informática e a instalar os programas de novo para que, nos próximos dias, possamos voltar à normalidade», afirmou.
Prevê-se que «alguns serviços» retomem o funcionamento na segunda-feira, acrescentou o autarca, realçando, num outro comunicado publicado esta sexta-feira, «estão a ser tomadas as medidas necessárias para que, progressivamente, a situação esteja normalizada a partir da próxima quarta-feira, dia 3 de junho, com o pleno funcionamento dos serviços».
“Tínhamos um background de toda a informação feita até às 18h00 da passada terça-feira [dia 26] e, portanto, vamos conseguir recuperar toda a informação que tínhamos”, assegurou.
De acordo com Francisco Picareta, continua a decorrer o processo de identificação da fonte do ataque, estando o município a colaborar com as autoridades competentes nesta matéria.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












