Câmaras do Alentejo com mais 45,5 milhões de euros de fundos comunitários

Os municípios alentejanos vão dispor de mais 45,5 milhões de euros de fundos comunitários, no âmbito da reprogramação do Programa Regional Alentejo 2030, num reforço financeiro que incide sobretudo nas áreas da habitação e do ciclo urbano da água.

A medida resulta da reprogramação intercalar do Alentejo 2030 e traduz-se num aumento de 10,3% da dotação inicialmente contratualizada para os municípios, reforçando a capacidade de investimento dos territórios.

Segundo fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, as adendas «formalizam a adaptação da contratualização territorial à reprogramação intercalar do Programa e reforçam o investimento público nos territórios».

A dotação financeira dos Contratos de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) aumenta de cerca de 440 milhões para 446 milhões de euros. A este montante juntam-se instrumentos complementares, nomeadamente um reforço de 15,5 milhões de euros para habitação, através do Fundo para a Transição Justa, e 24 milhões de euros destinados ao ciclo urbano da água nos municípios.

No conjunto, estes apoios representam «um acréscimo global de cerca de 45,5 milhões de euros, correspondente a um aumento de 10,3% face à contratualização inicial, reforçando significativamente a capacidade de investimento dos municípios», diz a mesma fonte, sublinhando que a revisão dos contratos introduz pela primeira vez uma componente dedicada à habitação acessível e social.

Esta medida, acrescenta, procura responder a «necessidades estruturais do território» e alinhar o programa com as prioridades europeias e nacionais nos domínios da coesão social e territorial.

As alterações agora formalizadas incorporam ainda os ajustamentos decorrentes da reprogramação intercalar do Alentejo 2030, incluindo a redefinição de prioridades, a reafetação de recursos e o alinhamento com os níveis de execução já alcançados, procurando garantir maior eficácia na aplicação dos fundos europeus.

Entre as áreas reforçadas destaca-se o ciclo urbano da água. A CCDR Alentejo sublinha que se trata de uma área estratégica para a região, com impacto direto na resiliência dos sistemas, na sustentabilidade dos recursos hídricos e na resposta aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

Com a assinatura destas adendas, conclui, o Alentejo 2030 reafirma o compromisso com «uma política de coesão orientada para resultados, centrada nos territórios e nas pessoas, promovendo uma execução mais célere, eficaz e alinhada com os desafios estratégicos da região».

Em comunicado, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alentejo Central considera que a assinatura da adenda aos CDCT reforça a capacidade de investimento dos municípios e cria novas oportunidades de financiamento para responder a necessidades identificadas no território.

Segundo fonte da CIM, será possível abrir «uma nova linha de investimento municipal na área da habitação», sendo que esta alteração cria também condições para «acelerar a execução dos projetos e aumentar a flexibilidade na aplicação dos fundos, permitindo aos municípios do Alentejo Central «alcançar níveis mais elevados de investimento em iniciativas consideradas fundamentais para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento sustentável da região».

De acordo com Carlos Zorrinho, presidente da CIM do Alentejo Central, a revisão contratual «permite criar melhores condições para a execução dos projetos previstos, reforçando a capacidade de investimento dos municípios e o aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis em prol dos munícipes dos 14 concelhos» do distrito de Évora.

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