O documento engloba também medidas “com caráter transversal”, todas com o objetivo de “reduzir o consumo energético e promover fontes renováveis” no concelho.
Reforçar a capacidade adaptativa do território e da população para enfrentar fenómenos climáticos extremos, através de soluções baseadas na natureza, eficiência na gestão de recursos e capacitação institucional, são outros objetivos traçados.
Entre as medidas previstas estão ainda a implementação de programas de eficiência energética em edifícios e na iluminação pública e o incentivo à criação de comunidades de energia renovável, bem como a instalação de unidades de produção para autoconsumo e a aplicação de tecnologias sustentáveis no setor agroalimentar.
De acordo com o plano, a autarquia pretende também reforçar e renovar a frota municipal com veículos de zero emissões e maior eficiência, expandir e valorizar a rede de percursos pedonais e cicláveis e desenvolver uma rede pública de carregamento para veículos elétricos.
O PMAC prevê ainda “criar e promover” sistemas públicos de mobilidade suave e partilhada, promover a eficiência do uso da água em meio agrícola, realizar campanhas de sensibilização e educação para promover a adaptação às alterações climáticas e desenvolver um guia de boas práticas para as pequenas e médias empresas.
O cronograma para a implementação das medidas definidas no PMAC de Campo Maior será organizado em diferentes fases, estando algumas das ações previstas até 2050.
No documento é ainda referido que as medidas de adaptação, mitigação ou de natureza transversal poderão ser alvo de reanálise aquando da revisão intercalar do plano, prevista para 2035.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo












