Candidato à presidência da AFE alerta para riscos de jogos sem policiamento

Luís Francisco, candidato à presidência da Associação de Futebol de Évora (AFE), avisa que as dificuldades de policiamento nos jogos do distrito podem tornar-se perigosas e pergunta o que acontecerá «quando morrer alguém em campo após cenas de violência».

Em declarações à Alentejo Ilustrado, o candidato diz ter recebido «relatos de dificuldades na obtenção de policiamento para determinados jogos», designadamente na área do Comando Territorial de Estremoz, que se prolonga até Mora, bem como de «respostas diferenciadas noutras localidades do distrito». Estão em causa, entre outros, jogos de clubes dos concelhos de Borba e de Arraiolos. Os relatos, explica, decorrem de reuniões que estou a realizar com todos os clubes filiados na AFE.

Um dos motivos alegados para algumas recusas, acrescenta, «está relacionado com um eventual atraso no pagamento de serviços remunerados prestados por militares [da GNR], matéria que deverá ser devidamente confirmada».

«É uma matéria extremamente sensível, preocupante e que, a manter-se, se poderá tornar perigosa», afirma Luís Francisco, lembrando que «infelizmente a indústria do futebol não tem bons exemplos em capítulos de (in)segurança».

O candidato reconhece que «não está na mão da Associação de Futebol a resolução do problema», mas defende que, «com proatividade, está nas mãos da AFE promover propostas e alertar sensibilidades para problemas como este, que tudo corre bem enquanto correr».

Por isso, diz, já pediu «reuniões com carácter de urgência» para analisar o problema junto do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, do secretário de Estado do Ministério da Administração Interna (MAI), do presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e do novo comandante territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR). «Não sei se a atual gestão da AFE o fez ou não, eu porém irei fazer», sublinha.

Quanto a uma solução imediata, Luís Francisco é taxativo: «Há uma certeza que tenho, os jogos não podem nem devem realizar-se sem uma autoridade isenta e mais musculada». Essa autoridade, para além da PSP e GNR, poderá passar, na sua opinião, pelos assistentes de recinto desportivo, «evitando um aumento de custos para os clubes, que por agora já estão muito carregados com encargos» para com a Associação de Futebol. «Levo algumas propostas/ideias para as reuniões, assim haja a lucidez de se encarar este fenómeno/problema por inteiro», conclui.

Luís Francisco defende ainda que a formação dos chamados «pontos de contacto para a segurança» – pessoas designadas pelo clube que organiza o jogo para acompanhar as condições de segurança em que este se desenrola – seja «assegurada sem custos para os clubes, através de financiamento da Associação, da Federação ou de apoios especificamente mobilizados para esse efeito», ressalvando que «frequentar uma formação não confere, por si só, a um voluntário a capacidade de responder a qualquer conflito ou ocorrência».

Uma resposta

  1. Se é candidato não é presidente, logo está a meter o carro há frente dos bois e a entidades deveriam recusar qualquer tipo de reuniões com um candidato. A atual direção da AFE que tem que tentar resolver o problema, que já é muito antigo. E este senhor, devia estar sossegado e esperar a vez dele,ou seja esperar ganhar as eleições se as ganhar para depois agir

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