Canil regista “recorde” de cães abandonados no Alentejo. São já 358

O Canil e Gatil Intermunicipal da Resialentejo (CAGIA), sediado no Alentejo, registou um aumento significativo no número de cães recolhidos nos últimos anos. 

De acordo com dados divulgados pela entidade, se em 2022 foram 275 cães recolhidos, em 2023 o número passou para 282 cães. No ano passado, eram já 372. “Olhando para 2025, só até 30 de setembro já foram recolhidos 358 cães”. A instituição prevê que o valor final “ultrapasse todos os anos anteriores”.

Em sentido contrário, a entrada de gatos tem diminuído. O CAGIA explica esta redução com o impacto positivo do programa CED (Capturar-Esterilizar-Devolver), que controla colónias felinas em vários municípios da região.

A tendência acompanha a situação a nível nacional. Segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Portugal Continental tem atualmente cerca de 930 mil animais errantes. Só em 2023 foram recolhidos 45.148 animais, “o valor mais elevado de sempre”.

No Dia Mundial do Animal, assinalado a 4 de outubro, o CAGIA aproveita para reforçar o alerta sobre a gravidade do problema. A entidade lembra que o abandono “é crime em Portugal desde 2014” e destaca a obrigatoriedade da identificação eletrónica de cães, gatos e furões a partir dos dois anos de idade

“O microchip é fundamental, em especial para facilitar a recuperação de animais perdidos”, sublinha o canil intermunicipal, que alerta ainda para outro dado preocupante: “Entre 2022 e 2024, apenas 0,02% dos animais recolhidos foram restituídos aos seus tutores por apresentarem identificação eletrónica”.

O CAGIA recorda também que o Dia Mundial do Animal deve servir de reflexão sobre a importância de promover o bem-estar dos animais de companhia. “O CAGIA cumpre diariamente essa missão, assegurando a recolha de animais errantes nos 12 municípios associados e garantindo o seu bem-estar”, refere.

Criado em 2010, o Canil e Gatil Intermunicipal da Resialentejo serve os municípios de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Moura, Mourão, Ourique, Reguengos de Monsaraz, Serpa e Vidigueira. Para além da recolha, promove campanhas de adoção responsável, ações de sensibilização e garante cuidados de saúde e bem-estar animal.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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