Cante, artes visuais e performance marcam a quarta edição do Futurama

A quarta edição do Futurama arranca esta sexta-feira em Beja e percorre três concelhos do Baixo Alentejo, promovendo o encontro entre artes visuais, performance, música e projetos colaborativos que juntam artistas, escolas e comunidades locais.

O evento vai decorrer hoje e amanhã em Beja, rumando depois para a Mina de São Domingos (dia 22) e para Alvito (28 e 29 de novembro).

“Esta edição do Futurama volta a afirmar-se como um lugar de criação e de apresentação, que aposta nos cruzamentos artísticos”, diz Rita Fialho Valente, coordenadora artística do festival, sublinhando que “os projetos do Futurama trabalham muito com a comunidade escolar e com a comunidade local” e “as pessoas estão muito curiosas com o que aí vem”.

Rita Fialho Valente reconhece que, tal como nas edições anteriores, um dos destaques volta a ser o projeto Cantexto, em que grupos de cante alentejano interpretam novas “modas” escritas por autores contemporâneos.

Este ano, os novos poemas foram escritos por Cláudia Lucas Chéu, Lídia Jorge, Miguel Castro Caldas, Pedro Chagas Freitas, Kalaf Epalanga e Luísa Sobral, tendo sido musicados por Ana Santos, Celina da Piedade e Paulo Ribeiro. A interpretação estará a cargo dos grupos corais de Mombeja, Searas de Vento, Os Camponeses de Pias, Madrigal, Os Ceifeiros de Cuba e Os Boinas.

O projeto Cantexto sobe ao palco no sábado, às 17h30, no Teatro Pax Júlia, em Beja, e depois nos Cineteatros da Mina de São Domingos e de Alvito.

O arranque do Futurama 2025 acontece com a inauguração das instalações artísticas “Brilha – Impressões e escultura sobre a nossa impressão digital” e “O que nos sustenta?”, que os artistas Fidel Évora e Francisco Trêpa criaram, respetivamente, com alunos da Escolas Secundária Diogo de Gouveia e Mário Beirão.

Já no sábado, a coreógrafa Sónia Baptista vai apresentar a performance “O Mistér(io) do Futebol”, criada em conjunto com jovens atletas do Clube Desportivo de Beja.

No dia 22, o festival ruma à Mina de São Domingos, com a inauguração de uma instalação de Adriana Progranó na praia fluvial da Tapada Grande e do trabalho desenvolvido por Tiago Alexandre com a Universidade Sénior local no Cineteatro.

O Futurama 2025 termina nos dias 28 e 29 em Alvito, onde será inaugurada uma exposição fotográfica criada por David Infante, em colaboração com estudantes da Escola Profissional local. No dia seguinte terá lugar a iniciativa Constelação, um “encontro informal de partilha sobre práticas orais”, na Taberna Papa-Borregos.

Durante os dias do festival, o recém-inaugurado Espaço Futurama, em Beja, terá patente a exposição “Vi uma Cobra a Voar”, de Maja Escher, que parte da poesia popular para invocar “uma relação ancestral” entre corpo, terra e palavra.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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