Segundo o Município de Castro Verde, a programação «reforça a identidade do festival enquanto espaço de valorização da cultura e das tradições das terras mineiras, cruzando música, património, memória, atividade mineira, produtos do território e propostas dirigidas a diferentes públicos».
Um dos destaques desta edição é «a componente dedicada ao património arqueológico de Neves-Corvo, com uma conferência e uma exposição de fotografia que convidam a conhecer melhor a história de um território marcado por décadas de investigação e salvaguarda associadas à atividade mineira».
No dia 4 de setembro, às 15h00, no Museu da Lucerna, realiza-se a conferência «Neves-Corvo: Tesouros Arqueológicos de um Território Mineiro», com a participação de Samuel Melro, Ricardo Vaz e Cidália Matos. A sessão, indica o município, «incidirá sobre os testemunhos arqueológicos identificados no território de Neves-Corvo, desde a Idade do Ferro ao período Romano».
Às 18h30 do mesmo dia inaugura a exposição de fotografia com o mesmo título, que ficará patente no parque da Liberdade durante os três dias do festival.
A programação dedicada ao património inclui ainda o convite à visita ao Museu da Lucerna, que, segundo a autarquia, «alberga a maior coleção de lucernas romanas do mundo, com peças datadas dos séculos I a III d.C., descobertas em 1994, em Santa Bárbara dos Padrões».
Celina da Piedade encerra a quinta edição do festival no domingo, 6 de setembro, no Parque da Liberdade. A acordeonista e cantora, que tem feito da música tradicional portuguesa matéria de um repertório próprio, é o nome que fecha um cartaz aberto na sexta-feira, 4, pelos Sonido Andaluz, e que tem Soraia Ramos no sábado, 5. Os três concertos encerram cada um dos dias do evento.
A ligação às tradições locais estará também presente através do cante alentejano e dos grupos corais das terras mineiras. Na sexta-feira, o programa inclui «Cantares de Terras Mineiras», com o Grupo Coral Guadiana de Mértola e o Grupo Coral Os Cardadores da Sete. No sábado, atuam o Grupo Coral Feminino Flores do Campo, de Almodôvar, e o Grupo Coral Os Ganhões, de Castro Verde.
A programação cultural integra ainda Joana Gonçalves e Terra Forte, David Garcez e Linhas Cruzadas, bem como um espetáculo de humor com Algarvie Marafade e João Caçoilas, «contribuindo para uma oferta diversificada ao longo dos três dias», nota o município.
A relação do festival com a atividade mineira «ganha uma expressão particularmente forte no sábado», 5 de setembro, com o dia aberto na mina de Neves-Corvo, sob o mote «Raízes na Terra. Olhos no Futuro». Entre as 09h00 e as 12h00, o público poderá participar na iniciativa, mediante inscrição e com lugares limitados.
Ainda no sábado, às 16h00, o parque da Liberdade recebe uma demonstração de resgate pelo Grupo de Intervenção da Somincor, «proporcionando ao público um contacto mais próximo com uma das dimensões da realidade mineira».
A programação estende-se também às famílias, com espaço infantil e insufláveis, enquanto o parque de campismo e as piscinas municipais estarão disponíveis «para quem quiser prolongar a experiência em Castro Verde durante o fim de semana».
Ao longo de três dias, conclui o município, Castro Verde «será assim palco de diferentes formas de celebrar e dar a conhecer a cultura das terras mineiras, numa programação que complementa os grandes concertos já anunciados e convida o público a descobrir outras dimensões do Festival».










