Os agricultores apelam ainda para que os partidos contribuam para uma rápida estabilização da situação política.
“Questões do foro jurídico devem ser apreciadas nos locais próprios. Não é admissível que guerrilhas político-partidárias repetidas contribuam para arrasar ainda mais ou mesmo impedir a aplicação na prática de uma visão estratégica para o setor”, defende a CAP.
A Confederação refere que o país precisa de estabilidade e confiança para que os empresários e, em particular os agricultores e produtores florestais, continuem a investir, crescer e modernizar-se.
Por outro lado, sublinhou que o reconhecimento da agricultura e da floresta como um setor estratégico para o país foi uma “inflexão louvável do discurso político”. Contudo, disse que os agricultores e produtores esperam ainda que estas palavras tenham tradução na realidade do terreno.
A CAP considera que a modernização do setor e a revitalização do mundo rural, bem como o combate à desertificação e as infraestruturas para o armazenamento e distribuição de água, não devem estar reféns de “puras lógicas políticas”.
Assim, a Confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura pediu aos partidos políticos para que contribuam para “uma rápida clarificação e estabilização da situação política”.
Esta tomada de posição surge depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter admitido a realização eleições antecipadas em maio, após o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter anunciado uma moção de confiança que tem chumbo prometido dos dois maiores partidos da oposição, PS e Chega, e que deverá ditar a queda do Governo na próxima semana.