Carnaval de Sines espera 50 mil visitantes no ano em que celebra o centenário

O Carnaval de Sines assinala este ano o seu centenário com desfiles entre domingo e terça-feira, incluindo fogo de artifício no corso noturno, esperando a organização cerca de 50 mil visitantes e perto de três mil participantes.

“O Carnaval vai mesmo sair para a rua. Felizmente, o São Pedro parece querer ajudar, apesar de termos concelhos vizinhos em situação de calamidade [devido ao mau tempo], com os quais somos solidários” através da “recolha de bens”, diz Rui Encarnação, presidente da Associação de Carnaval de Sines, no distrito de Setúbal.

Segundo este dirigente, “é essa esperança e alegria” que festas como o Carnaval “trazem para as populações, tanto locais, como nacionais”.

Além dos habituais desfiles, entre domingo e terça-feira, este ano, a organização decidiu celebrar os 100 anos desta festa com o lançamento de fogo de artifício, na segunda-feira, durante o corso noturno.

“Este foi o primeiro Carnaval iluminado do país e faz todo o sentido celebrar o centenário com o lançamento de fogo de artifício junto à avenida”, estando salvaguardadas as questões de segurança, adianta Rui Encarnação.

O programa prevê, também, a dinamização da zona histórica da cidade de Sines, onde inicialmente se celebrava o Carnaval, com várias festas ao longo dos três dias, e uma aposta na animação musical, no Pavilhão dos Desportos, com o Baile Eletrónico “Até de Manhã”, no sábado, o grupo brasileiro Viva o Samba, no domingo, e Rosinha, na terça-feira.

Com um orçamento de 275 mil euros e à espera de 50 mil visitantes durante os três dias, o Carnaval de Sines vai contar com a participação de 16 carros alegóricos, cerca de 30 formações, entre escolas de samba, grupos alegóricos e foliões, uma bateria de samba e perto de três mil participantes.

“Continuamos a não ter um tema para não limitar a imaginação dos foliões, mas o centenário acaba por ser um mote” para esta festa tão enraizada no coração da população, que aproveita a efeméride para homenagear “pessoas que já partiram, grupos que já existiram e pessoas que participam” há várias décadas, como é o caso dos Reis do Carnaval deste ano, prossegue o presidente da entidade organizadora.

Rui Encarnação lembra a primeira referência ao Carnaval, registada no jornal “Folha de Sines”, data de 15 de fevereiro de 1926, com a indicação de que “vai sair [à rua] um grupo de populares para fazer algumas festas carnavalescas”.

“Mais tarde, surge o grupo dos Carlos que reinventa o Carnaval de Sines até aos dias que é hoje, já mais organizado, com inscrições [e] com membros, e, depois, com as sucessivas direções foi-se aprimorando” adianta.

Os desfiles carnavalescos realizaram-se, “até 1988, na zona histórica da cidade”, sendo que, em 1989, os promotores decidiram transferir a festa “para a Avenida General Humberto Delgado”, onde ainda se realiza, com exceção de “um período curto” em que se apostou na avenida Vasco da Gama, na marginal paralela à praia.

O programa termina com o tradicional Enterro do Entrudo, no próximo dia 18.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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