José Luís Carneiro pede em Beja continuidade de financiamento do PRR

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu, em Beja, que o Governo garanta, no futuro quadro comunitário, a continuidade das obras dos municípios financiadas pelo PRR que não estejam concluídas até final do programa, em agosto.

«O Governo deve reunir e estabelecer compromissos claros com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), tendo em vista garantir que os investimentos que estavam contratualizados e planeados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) devem ter continuidade de financiamento futuro, desejavelmente com as mesmas taxas de comparticipação», disse o líder dos socialistas.

José Luís Carneiro falava após a cerimónia de inauguração da nova sede da Federação Regional do Baixo Alentejo do PS, agora liderada pelo autarca de Ourique, Marcelo Guerreiro, eleito a 19 de junho e que sucedeu ao antigo deputado Nelson Brito.

O secretário-geral do PS revelou que tem sentido «muitos autarcas do país preocupados com o futuro de muitos desses investimentos», mas também com «vontade de desistirem desses projetos e desresponsabilizarem-se em termos de garantias financeiras futuras».

«Se isso acontecer, significa que poderá haver muitos equipamentos por todo o país que ficarão meio concluídos e meio por concluir», sublinhou, exigindo que o Governo «dê garantias claras aos autarcas de todo o país, por intermédio da Associação Nacional de Municípios Portugueses, de que garantirá o financiamento no futuro quadro comunitário, nos mesmos termos que estava previsto no PRR».

No seu discurso aos militantes do distrito de Beja, José Luís Carneiro criticou a atuação do Governo, que acusou de «falhar em todas as áreas com que se comprometeu», nomeadamente na economia, saúde, habitação e educação.

Sobre esta última, e tomando como exemplo os problemas verificados na correção dos exames nacionais, o líder socialista acusou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de «insensibilidade total».

«O primeiro-ministro tinha o dever de explicar às famílias e aos professores, o que falhou e o que está a ser feito para corrigir os erros que ocorreram. E se esses erros não forem corrigidos, o que se poderá esperar em relação à segurança e à confiança na avaliação daqueles que andaram 12 anos ou mais a preparar o acesso ao ensino superior», concluiu.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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