Segundo a Associação Évora_27, a iniciativa tem como objetivo «dar a conhecer uma nova geração de artistas e dar vida ao espaço que o escultor deixou como legado em Évora» , assumindo-se como uma das ações preparatórias para 2027.
O programa, com entrada livre e limitado à lotação da sala, arranca a 18 de abril, às 18h30, com o projeto Ascensor, uma proposta sonora baseada na improvisação e na criação de paisagens sonoras em tempo real. Seguem-se os concertos de Puçanga, a 23 de maio, também às 18h30, O Lado de Dentro, a 27 de junho, às 19h00, e Amanita Ponderosa, a 25 de julho, às 21h30.
De acordo com a mesma fonte, Há Música na Casa «segue o compromisso do Centro de Arte João Cutileiro em apoiar artistas emergentes, que sejam originários ou trabalhem na região de Évora e do Alentejo» , promovendo uma programação que cruza diferentes linguagens e estéticas, da eletrónica experimental à música tradicional e ao rock.
Entre os projetos selecionados, destacam-se propostas que exploram o improviso, a fusão de géneros e temáticas contemporâneas, como a justiça social ou a identidade, refletindo a diversidade da nova criação artística na região.
A Casa-Atelier integra o Centro de Arte João Cutileiro, estrutura que resulta do legado do escultor ao Estado português e que inclui o espaço de trabalho, bem como um conjunto significativo de obras, desenhos, fotografias e o seu arquivo pessoal. O centro assume como missão afirmar Évora como um polo dinâmico de criação artística contemporânea, promovendo residências, exposições, formação e intercâmbio internacional.
A Associação Évora_27 sublinha que o programa surge no ano que antecede a Capital Europeia da Cultura e visa «trazer uma nova geração de artistas para dar vida à Casa-Atelier João Cutileiro» , contribuindo para a valorização da identidade cultural do Alentejo.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












