O espaço museológico, que contou com um investimento de 1,5 milhões de euros, já recebeu 5.522 visitantes.
A Câmara de Castelo de Vide recorda que nas três salas que compõem a nave central do espaço museológico está montada uma exposição permanente onde estão evidenciados os factos mais relevantes da vida do médico e botânico, bem como a importância que a sua obra alcançou na história científica e cultural da Europa.
“A exposição apresenta-se em dois grandes núcleos: Península Ibérica (1500-1534) e Ásia (1534-1568)”, lê-se.
O Município considera ainda que o museu, inaugurado a 19 de novembro de 2024, “permite estabelecer uma conexão” entre a exposição dedicada a este médico quinhentista e os outros espaços públicos de cultura e lazer existentes naquela vila, e que abordam o legado judaico.
Garcia de Orta nasceu em 1501, em Castelo de Vide, tendo os seus pais sido expulsos de Espanha em 1942 pelos reis católicos por serem judeus.
O médico e botânico foi o autor do livro “Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia”.
Em 1568, morreu de sífilis, em Goa, e, embora nunca tenha tido diretamente problemas com a Inquisição, em 04 de dezembro de 1580 os seus ossos foram desenterrados e queimados em auto de fé juntamente com exemplares de um livro que escreveu.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











