Teatro, cinema, exposições, bailes, oficinas e palestras são algumas das atividades que vão marcar o festival.
A iniciativa, promovida pela Cooperativa d’Alegria, procura aproximar diferentes gerações através das «artes, da memória e da participação comunitária» e vai decorrer entre 6 e 11 de outubro, em vários espaços do concelho.
A responsável pela edição deste ano, Maria Simões, explica que o evento é constituído por uma série de atividades que têm «como denominador comum» o tema da «idade maior e a sua relação com as artes».
«Não é um festival que seja pensado para o público sénior, mas é sobre o envelhecimento, as questões da longevidade e a sua ligação com o mundo artístico. Parece-nos importante também refletir sobre a ligação das pessoas mais velhas com as artes», sublinha.
Entre os destaques da programação deste evento, que pretende ser intergeracional, conta-se a realização de uma «oficina longa de bordados», com o nome «A avó veio trabalhar», onde serão bordadas fotografias em tecido que, depois, vão ser expostas nas fachadas de algumas casas.
Esta iniciativa — que arranca antes da data oficial do festival, a 30 de setembro na aldeia de Póvoa e Meadas e entre 1 e 4 de outubro na Igreja de São Francisco, em Castelo de Vide — vai mostrar fotografias de «pessoas emblemáticas» daquela região.
O Dia Mundial da Saúde Mental, que vai ser assinalado a 10 de outubro, terá uma programação específica no Festival Ludovina. Durante a manhã, o parque João José da Luz recebe duas oficinas: «Argila criativa – o barro como expressão manual» e «Do velo ao novelo – como processar lã de ovelha em bruto».
A programação prossegue à tarde, no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, com a exibição do documentário «Lã, homem, ovelhas», de Walter Aigner, seguida da entrega dos Prémios Wool4Health, iniciativa da European Wool Exchange Foundation, que procura destacar os benefícios associados às atividades manuais com fibras naturais.
O dia termina no caramanchão do Inatel, com a palestra «Os mitos do envelhecimento e o olhar por trás do diagnóstico», de Filipa Dias, após a qual tem lugar a apresentação do livro «Os meus pais envelheceram, e agora?».
De acordo com Maria Simões, vai também decorrer uma atividade que pretende «lançar uma provocação» ao mundo digital, ao desafiar as pessoas para, durante quatro horas, «viverem» no interior da Igreja de São Francisco, em Castelo de Vide, sem a presença de telemóveis.
Maria Simões explicou que o evento, intitulado «Desliga», tem como objetivo «desfrutar de atividades artísticas e culturais em absoluta liberdade», podendo os interessados escolher o que fazer, como bordados, pintura, ler, escrever, ouvir música, entre outros.
De acordo com a organização, algumas das iniciativas têm um custo de entrada de cinco euros, existindo também descontos para crianças, estudantes, pessoas com deficiência, em situação de desemprego ou reformadas.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa
Fotografia meramente ilustrativa. © Cooperativa Alegria










