Castelo de Vide: Fundação lança projeto inovador de acessibilidade cultural

A Fundação Nossa Senhora da Esperança lançou o projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais”, uma iniciativa que envolve uma equipa de cerca de 20 pessoas e representa um investimento global de 870 mil euros.

Do montante total, 336 mil euros são financiados pelo programa Alentejo 2030, enquadrando-se o projeto na promoção da acessibilidade e inclusão cultural, com particular enfoque em pessoas cegas e com baixa visão.

Segundo fonte da Fundação, o projeto tem como objetivo «melhorar o acesso, a participação e a fruição cultural, especialmente de pessoas cegas e com baixa visão» e «vai desenvolver e disponibilizar metodologias, práticas e recursos que tornem museus e espaços culturais mais acessíveis, inclusivos e participativos, com base na experiência do Museu de Tiflologia de Castelo de Vide».

Integrado no Centro de Experiência Viva da Fundação Nossa Senhora da Esperança, este museu é um espaço dedicado à valorização da experiência sensorial e à promoção da acessibilidade cultural, com particular enfoque nas pessoas cegas e com baixa visão, desenvolvendo conteúdos e práticas que privilegiam o toque, a perceção e a inclusão no acesso ao património e à arte.

A iniciativa pretende ainda «fortalecer parcerias e redes de colaboração e contribuir para a inovação social e políticas públicas, voltadas para a democratização do acesso à cultura e ao património».

O projeto inclui um conjunto alargado de propostas que passam pelo desenvolvimento de metodologias acessíveis e inclusivas, a realização de residências artísticas com participação de pessoas com deficiência visual e da comunidade local, a produção de exposições físicas e virtuais com recursos como audiodescrição e materiais táteis, bem como a criação de uma plataforma digital de acesso livre para partilha de conteúdos e práticas.

Está igualmente previsto o recurso a novas tecnologias para experiências interativas, o reforço de redes de colaboração entre instituições culturais e académicas, a promoção da inovação social e de contributos para políticas públicas na área da inclusão e o envolvimento ativo da comunidade em todas as fases do projeto.

Citado pela Lusa, o presidente da Fundação Nossa Senhora da Esperança, João Palmeiro, explica que a ideia é «aprimorar e melhorar, do ponto de vista técnico e científico, a integração de visitas de pessoas invisuais ou de baixa visão a espaços culturais», dando como exemplo o jardim sensorial em Castelo de Vide, denominado «Jardim das Oliveiras», em que os percursos pedestres, sensoriais e olfativos encaminham o visitante para «outras experiências que não estavam inicialmente ao seu alcance».

«Isso acontece, obviamente, com tecnologia, mas também existe com uma relação de diálogo digital que está a ser concebida por profissionais na área da computação, para haver esta interligação não só com o visitante, diretamente, mas com o visitante em diversos momentos», acrescentou.

A sessão de apresentação coincidiu com a inauguração da exposição “O Toque como Experiência Estética”, do artista Luís Félix, patente no Centro de Arte e Cultura da Fundação até 18 de julho. Segundo a Fundação, a exposição enquadra-se no espírito do projeto, explorando a dimensão sensorial da arte e a relação entre materiais e perceção estética.

Escultor, pintor e professor de artes, Luís Félix é autor de uma vasta obra artística que articula escultura, pintura e desenho, explorando frequentemente a relação entre materiais tradicionais e processos técnicos associados ao trabalho do metal.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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