O espaço museológico municipal «esteve encerrado por razões de segurança», explica a Câmara Municipal de Castelo de Vide, que considera o fecho temporário «uma medida necessária para assegurar a proteção e segurança dos intervenientes na obra» e «para salvaguardar a integridade física dos trabalhadores e dos visitantes».
A intervenção, centrada na abóbada da entrada da praça de armas e na restante zona de acesso amuralhada, ultrapassou os 425 mil euros e foi assumida pelo Património Cultural, Instituto Público, através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.
Com a reabertura, entra em vigor o horário de inverno: de terça-feira a domingo, das 09h15 às 12h45 e das 14h15 às 16h45, com encerramento à segunda-feira.
Inaugurada a 1 de julho de 2021, dia em que Salgueiro Maia completaria 77 anos, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Casa da Cidadania Salgueiro Maia está instalada no castelo da vila, monumento nacional, e resultou de um projeto da câmara municipal e da Direção Regional de Cultura do Alentejo, com o objetivo, segundo os promotores, de «divulgar os valores da fraternidade, liberdade e democracia às novas gerações».
O espaço reúne o espólio que o militar deixou ao município, onde se incluem o megafone usado no Largo do Carmo, a farda que vestiu no dia da revolução, insígnias, estandartes, diplomas e louvores, documentos militares e registos escolares, a par de uma coleção de miniaturas de carros de combate — a especialidade de Salgueiro Maia como oficial de Cavalaria e a sua grande paixão profissional — e de projeções multimédia imersivas sobre o seu percurso.
Fernando Salgueiro Maia nasceu em Castelo de Vide a 1 de julho de 1944, mas viveu na vila apenas os primeiros anos, já que o pai trabalhava nos caminhos de ferro e a família mudou-se várias vezes.
Na madrugada de 25 de abril de 1974, comandou a coluna militar que saiu de Santarém e ocupou o Terreiro do Paço, liderando depois o cerco ao Quartel do Carmo, que terminou com a rendição de Marcelo Caetano. Em testamento, deixou duas vontades: ser sepultado na vila, em campa rasa, e legar o seu espólio ao município para ser musealizado.










