A primeira edição do Festival Liberdade, organizada pela Câmara de Castro Verde, irá decorrer no Parque da Liberdade, «num conceito inclusivo, promovendo a comunhão entre gerações», explicou fonte municipal.
«O que pretendemos é celebrar a liberdade, a democracia e também a tolerância, numa altura em que vivemos momentos exigentes desse ponto de vista. Temos de estar todos convocados para um combate que é muito importante e exigente», diz o presidente da câmara, António José Brito.
De acordo com o autarca, a criação do festival «era um compromisso eleitoral» e o evento pretende ser «um espaço de afirmação dos mais jovens», numa iniciativa «muito virada para a juventude, capaz de mobilizar os jovens para causas tão importantes como a democracia, a liberdade e a tolerância».
O Festival Liberdade, sublinha, «mais do que um evento, quer afirmar-se como uma celebração viva dos ideais de Abril, cruzando cultura, criatividade e participação cívica, num ambiente de convívio, alegria e partilha entre gerações».
A música é um dos grandes destaques do programa, com a atuação da Banda Filarmónica 1.º de Janeiro, de Castro Verde, acompanhada pela cantora Filipa Sousa, na noite de 24, num momento evocativo da Revolução dos Cravos.
No dia seguinte, sobe ao palco o grupo Bandidos do Cante, de Beja, que venceu o Festival da Canção e vai representar Portugal no Festival Eurovisão, em maio. E, no dia 26, irão atuar a jovem Inês Gonçalves e a banda Putos do Rock.
O programa inclui também demonstrações de skate, BMX e trotinete, assim como a exposição «50 Passos para a Liberdade: Portugal, da ditadura ao 25 de Abril». Esta mostra, segundo o município, vai proporcionar «um espaço de reflexão e valorização da memória histórica».
Fotografia: Bandidos do Cante/D.R.












