Caudal do Sado baixa em Alcácer do Sal mas ainda há zonas inundadas

O caudal do Rio Sado voltou hoje a baixar em Alcácer do Sal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua debaixo de água.

“Tivemos o pico da maré à meia-noite e, depois, começámos a ter uma diminuição do caudal do Rio Sado. Do lado da marginal, a água já baixou, mas a Avenida dos Aviadores continua inundada”, revela o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Segundo o responsável, com a subida do nível do rio, a Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada esta quarta-feira de manhã, enquanto a marginal da cidade foi invadida pelas águas do Sado já ao final da tarde.

Apesar da situação, durante a noite de terça-feira e madrugada de hoje, “a população manteve-se tranquila e não houve nenhuma operação de resgate”.

O comandante mostra-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, para o Rio Sado. Esta barragem “estava a 70 centímetros” de atingir a cota máxima “há um dia ou um dia e pouco e, agora, está a 30”, sublinha, assumindo que o mais provável é que comece também a descarregar nas próximas horas.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

“Solicitámos às associações [gestoras das barragens] que aumentem um bocadinho as descargas” para que, mais tarde, seja possível “acomodar a chuva que vai cair durante a próxima noite” e, assim, controlar o caudal do rio, avança.

Segundo Tiago Bugio, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez. Nesse dia, estavam a ser descarregados 1.070 metros cúbicos de água por segundo pelas barragens.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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