Em carta aberta à população, Sandra Albino justifica a decisão com o bloqueio sistemático das propostas apresentadas pela sua liderança.
Segundo a presidente, «os eleitos do Partido Socialista, aliados com o único eleito do Chega, optaram por bloquear sistematicamente todas as propostas apresentadas, inviabilizando qualquer solução de governação», numa atuação que classifica como um «verdadeiro jogo político» que colocou «os interesses partidários acima dos interesses da freguesia».
A renúncia foi formalizada ao abrigo do artigo 76.º da Lei 169/99, de 18 de setembro. «Compete agora às entidades responsáveis promover a marcação de novas eleições, permitindo que a população volte a pronunciar-se», escreve Sandra Albino, que afirma ter sempre estado «do lado das pessoas».
Nas última autárquicas, a CDU venceu as eleições para a Assembleia de Freguesia de Ferreira do Alentejo, tendo conseguido obter quatro mandatos, os mesmos que os obtidos pelo PS. O Chega elegeu um representante para a Assembleia.
O PS de Ferreira do Alentejo rejeita a versão da CDU e inverte as responsabilidades. Em comunicado, o partido afirma que foi a própria presidente eleita quem «impediu a assembleia de freguesia de aprovar um elenco do executivo viável», classificando a atitude como «antidemocrática» e acusando a CDU de ter «desprezado friamente os interesses de Ferreira e da freguesia».
Os socialistas recordam ainda que defendiam eleições intercalares desde novembro de 2025, mas que os seus eleitos «só por si, não podiam provocar eleições face ao sistema legal». Com a renúncia agora consumada, o PS saúda o desfecho: as eleições serão marcadas pelo Governo, dando «aos ferreirenses a oportunidade de colocar a sua freguesia na normalidade administrativa».










