Promovido pela Hyperion Renewables Nisa, o projeto contempla a instalação de uma central fotovoltaica na freguesia de Gáfete e a construção de uma linha de muito alta tensão, que poderá contar com mais de 20 quilómetros de extensão, atravessando os concelhos do Crato e Nisa.
Em fase preliminar de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), sob coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Central Fotovoltaica de Gáfete poderá contar com uma potência instalada de 120 megawatts-pico (MWp), devendo a produção anual cifrar-se em cerca de 222 gigawatts por hora (GWh).
Além destes dados, a central poderá contar com a instalação de quase 182 mil módulos fotovoltaicos, com potência unitária de cerca de 650 watts-pico (Wp), numa área de cerca de 58 hectares.
Sem valor de investimento indicado na documentação disponível, o projeto contará também com uma linha de muito alta tensão, com cerca de 21,9 quilómetros, até à subestação da Falagueira, no concelho de Nisa.
No documento em consulta pública é também possível ler que uma parte do corredor da linha elétrica atravessa a Zona Especial de Conservação Nisa/Lage da Prata, área integrada na Rede Natura 2000.
Opresidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, diz que o município «não tem problemas» em acolher este tipo de projetos no seu território, caso sejam cumpridas as regras e os procedimentos ambientais, socioculturais e económicos.
O autarca acrescenta que o município vai apresentar uma posição oficial sobre o projeto assim que estejam concluídos todos os estudos relacionados com a sua implementação. No entanto, nesta fase, segundo Joaquim Diogo, o município vai manter «alguma reserva» em relação a esta matéria.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.












