O Presidente do Município de Grândola, Luís Vital Alexandre, explicou que, devido à redução do número de médicos, o Serviço de Atendimento Complementar (SAC) do Centro de Saúde de Grândola deixa, a partir desta segunda-feira, de funcionar entre as 20h00 e as 22h00, de segunda a sexta-feira.
O autarca do PS salientou que, apesar de o SAC ser «muito importante» para a população, o serviço está condicionado pela saída de «quatro médicos», podendo a situação agravar-se com a saída de um quinto profissional no espaço de «cerca de um ano e meio». Além disso, também na Extensão de Saúde em Melides haverá alterações: o atendimento médico vai passar de «cinco para três dias».
«Acreditamos que, com o esforço muito grande de todos os profissionais, possa haver uma minimização do impacto» deste encerramento, mas, «ainda assim, é uma redução», sublinhou o autarca, que ainda destacou os investimentos que a Unidade Local de Saúde (ULS) do Litoral Alentejano está a realizar para «renovar e dotar» o Centro de Saúde de Grândola de «novas valências e meios complementares de diagnóstico». No entanto, alertou que «para que tudo funcione [são] precisos médicos». Em articulação com a ULS do Litoral Alentejano, a autarquia disponibilizou uma habitação para «captar uma médica», que iniciará funções a 15 de junho.
Luís Vital Alexandre revelou também que o executivo municipal pretende criar um regulamento de apoio «a profissionais de saúde e a outras profissões críticas», como bombeiros, proteção civil e segurança. Todavia, ressalva que «acima de tudo, há matérias de fundo que não dependem de nós, nem da Unidade Local de Saúde», indicando que já solicitou uma audiência à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para analisar estas questões.
O presidente da Câmara de Grândola defendeu que «tem de haver uma política» nacional que torne os territórios de baixa densidade mais atrativos para os profissionais médicos: «Os médicos, quando vêm para estes territórios, correm o risco de estagnação na carreira, além de que não há oferta privada onde possam complementar horários. Esta é a realidade do nosso país e é contra isto que temos de lutar» e «trabalhar em conjunto», defendeu.
Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: Site da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano












