Cercal do Alentejo: Avaria deixa 1.500 pessoas sem água nas torneiras

A população de Cercal do Alentejo, no concelho de Santiago do Cacém, está há seis dias sem água potável nas torneiras devido a uma avaria na principal captação da vila, sendo o abastecimento assegurado por cisternas dos bombeiros.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Cercal do Alentejo, Carlos Rodrigues, na sexta-feira passada foi detetado “um problema na bomba do furo da Bica Santa, que alimenta a vila”.

Essa avaria na principal captação de água da localidade comprometeu o abastecimento público aos cerca de 1.500 habitantes da povoação, que, desde então, estão privados do fornecimento de água potável.

Após várias tentativas para solucionar o problema, a empresa Águas Públicas do Alentejo (Agda) “começou ontem a colocar uma nova bomba” na zona principal de captação de água, tendo retirado a bomba original avariada e uma outra que ficou presa durante a colocação”, revela o autarca, antecipando a regularização do abastecimento até “ao final da semana”.

Nos próximos dias, a empresa irá “colocar a bomba em funcionamento, realizar alguns testes e análises à água para atestar a sua qualidade”. Só depois é que a situação ficará regularizada.

Segundo o autarca, os constrangimentos foram minimizados graças a uma “linha de captação de água” de um “poço próximo” da fonte principal – a Bica Santa – e com recurso a cisternas dos bombeiros locais. Ainda assim, é desaconselhada a ingestão e confeção de alimentos com essa água alternativa e recomendado apenas o seu uso para banhos, lavagens de roupa e loiça e lavagens diversas.

“Enquanto as análises [efetuadas à água] deste poço, que está a abastecer atualmente a vila não estiverem a 100%, os bombeiros de Cercal garantem o abastecimento de água potável à população, à cantina do jardim-de-infância e ao centro de dia” da Casa do Povo, acrescenta.

Ainda de acordo com Carlos Rodrigues, a Agda está a realizar um “estudo de viabilidade para a colocação em serviço de um terceiro” furo, que “não tem alimentação elétrica e hidráulica”, com o objetivo de dotar a vila com “três pontos de captação” de água.

“Não é aceitável ter uma vila inteira ‘pendurada’ por um único furo. Era algo que se devia ter precavido com muita antecedência, para garantir redundância numa captação” de água, lamenta.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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