Chega pede dados sobre reorganização da oncologia no Alto Alentejo

O Grupo Parlamentar do Chega questionou o Governo sobre o funcionamento da resposta de oncologia nos hospitais de Portalegre e Elvas e sobre o modelo que deverá entrar em vigor a partir de 1 de outubro, na sequência da reorganização do serviço.

Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, à qual a agência Lusa teve acesso, os deputados do Chega afirmam querer saber qual o regime de trabalho em curso, a média semanal de dias e horas de presença efetiva, o volume e a natureza da atividade clínica contratada, bem como os montantes faturados e efetivamente pagos, entre outros aspetos.

«Quanto ao novo modelo, qual o regime de vinculação, os dias e horas de presença semanal previstos, a atividade clínica contratada ou projetada e o correspondente encargo anualizado para a Unidade Local de Saúde» do Alto Alentejo, questionam.

O Chega pede ainda esclarecimentos ao Governo sobre o número de doentes acompanhados, de primeiras consultas e de consultas subsequentes nos últimos anos, assim como sobre a quantidade de atividades assistenciais realizadas no hospital de dia.

Os parlamentares solicitam igualmente informações sobre as vagas mensais existentes para primeiras consultas e consultas subsequentes e quantas atividades assistenciais no hospital de dia estarão previstas a partir de 1 de outubro, por hospital e por médico.

Pretendem também saber qual será a variação relativamente à média mensal da atividade efetivamente realizada entre janeiro e agosto de 2026.

Os deputados querem também apurar se o Ministério da Saúde pode garantir que o novo modelo «aumentará a capacidade global da resposta» de oncologia nos hospitais de Portalegre e Elvas e «reduzirá a dependência estrutural» de prestadores de serviços.

«Qual será, face ao modelo em vigor até 30 de setembro de 2026, a variação prevista, em termos absolutos e percentuais, no número de doentes acompanhados, na atividade assistencial e nos tempos de resposta, e qual será a proporção da atividade assegurada por médicos integrados no quadro», questionam.

Recorde-se que a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo rejeitou «qualquer interpretação» que aponte para uma diminuição da resposta aos utentes na Unidade de Oncologia do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, e garantiu que o serviço será reforçado.

Na ocasião, o conselho de administração da ULS assegurou que a resposta assistencial na área da oncologia «não será reduzida», estando, pelo contrário, «em preparação um conjunto de medidas» para o seu «reforço e desenvolvimento».

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa

Fotografia: Hospital de Portalegre. © Nuno Veiga/Lusa/Arquivo

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