Cheias no Rio Sado obrigam à retirada de 20 idosos de lar em Alcácer do Sal

O Município de Alcácer do Sal evacuou preventivamente, ao final da tarde de hoje, um lar de idosos na baixa da cidade, depois de o Rio Sado ter galgado as margens e inundado a zona, numa operação realizada pelos bombeiros que envolveu a retirada de 20 utentes para uma estrutura situada na parte alta da cidade e para casa de familiares.

“Estamos aqui em Alcácer do Sal, neste momento [por volta das 19h10] com a avenida completamente tapada, o Mercado Municipal também já com alguns centímetros de água [e] tivemos de fazer a evacuação do lar da Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alcácer do Sal., através dos bombeiros”, disse o vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Grilo.

Segundo o autarca, o lar de idosos foi evacuado, ao final da tarde de hoje, por uma questão de precaução, tendo sido retirados os 20 idosos utentes da instituição, que foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.

Segundo o autarca, o Rio Sado apresenta, nesta altura, “um volume de massa de água brutal”, em virtude das descargas das barragens de Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, e de Vale do Gaio e Pego do Altar, no concelho de Alcácer do Sal. Além disso, “a maré [do rio está] a subir neste momento, até à meia-noite [pelo que] vamos ter aqui um volume de água superior”, alertou. 

“Com as barragens a descarregar, com a previsão de chuva a partir das 21h00, estamos a preparar-nos para um cenário muito desfavorável nas próximas horas”, vaticinou o vereador.

Segundo António Grilo, a zona baixa da cidade de Alcácer do Sal está “totalmente intransitável” e “com um volume de água bastante considerável”, o que levou ao seu encerramento, por volta das 17h00.

Questionado sobre a existência de riscos em habitações e na zona de comércio situados na baixa, o autarca disse que irá “depender do volume de água que possa cair”, sendo que “a meia-noite será o pico” da maré.

Ainda assim, está a ser mobilizado “o máximo de recursos humanos do município” e a serem efetuados “contactos personalizados com os comerciantes da zona baixa da cidade, no sentido de eles próprios começarem a ter algumas ações preventivas nas próximas horas”.

Essa prevenção, exemplificou, passa por “elevar alguns dos equipamentos que têm dentro dos seus espaços comerciais, criar algumas barreiras à entrada, junto de portas e janelas” para evitar a “entrada da água”, apesar de, neste momento, não ser “certo que venha a ser necessário”.

Num aviso à população, o Serviço Municipal de Proteção Civil alertou para que sejam “acauteladas pessoas e bens” na zona baixa da cidade, tendo em conta que se prevê o “agravamento das condições meteorológicas durante a noite e a contínua subida das águas na zona ribeirinha até cerca da meia-noite”.

“Alerta-se comerciantes e moradores para tomarem as precauções possíveis, nomeadamente, moverem viaturas para a zona alta e retirarem os bens dos pisos térreos”, adverte a Proteção Civil, assegurando que os serviços municipais, bombeiros e forças de segurança encontram-se em “alerta e em total prontidão”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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