Ciclo TODXS celebra arte queer na Black Box de Évora nos dias 28 e 29

Quatro propostas artísticas preenchem a terceira edição do Ciclo TODXS, que vai decorrer na Black Box da Companhia de Dança Contemporânea de Évora para dar destaque a artistas queer, nos dias 28 e 29 deste mês.

Em comunicado, a Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) explicou que, na edição deste ano do Ciclo TODXS, vão estar reunidas em Évora «propostas de performance, dança contemporânea e criação sonora, com entrada gratuita».

«A Black Box volta a afirmar-se como espaço de visibilidade, criação e encontro para artistas queer», enfatizou a companhia de dança contemporânea.

Com curadoria de Rolando Galhardas, em colaboração com a comissão Évora Pride, o ciclo artístico está integrado na programação regular da Black Box e propõe «um lugar de encontro entre criação artística, diversidade e pensamento crítico».

As quatro propostas do programa deste ano chegam de «artistas nacionais e internacionais residentes em Portugal, com trabalhos que atravessam temas como identidade, corpo, pertença, memória, dissidência e construção de comunidade», resumiu a organização.

Segundo a companhia, ao longo de dois dias, a Black Box “acolhe obras que questionam normas, ampliam presenças e colocam em palco diferentes modos de existir e criar”.

A performance intitulada Minha Primeira Vez, de Paolle Santos, vai ser a primeira a ser apresentada em palco, às 21h00 do dia 28, seguindo-se, uma hora depois, a proposta performativa da autoria de Rezmorah, intitulada Peoplecy – People Frequency.

No dia 29, o ciclo arranca, também às 21h00, com Nadine Burton, que vai apresentar, em estreia, Desta Ilusão, uma criação de dança contemporânea com a participação de jovens da comunidade.

Essa noite e o próprio ciclo encerram, às 22h00, com Paisagem, uma performance de Izabel Najur, disse a entidade promotora.

Para a CDCE, o Ciclo TODXS «afirma a Black Box como um espaço de escuta, visibilidade e criação, onde diferentes identidades e práticas artísticas encontram lugar de apresentação e relação com o público».

«Ao integrar este ciclo na programação regular da Black Box, a CDCE reforça o lugar de Évora como cidade aberta à diversidade artística, à experimentação e à presença de corpos e narrativas menos representadas nos circuitos culturais», pode ler-se no comunicado.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Ludovic Bertron/Wikipedia Commons (Creative Commons)

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