O presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, adianta que a intervenção, orçada em 400 mil euros, permitiu dotar o Cineteatro Caridade «de melhores condições ao nível do conforto térmico com a instalação de um novo sistema de climatização» e a colocação de «um novo equipamento de projeção digital de cinema».
«Todos os dias fecham salas de cinema e vamos vendo encolher esta oferta cultural em todo o país, mas achámos que devíamos ser neste capítulo contra a corrente e devolver aos mourenses a exibição de cinema», justifica.
A reabertura da sala de cinema vai acontecer no sábado, pelas 21h30, passando o espaço a funcionar com duas sessões semanais durante os fins de semana.
Segundo Álvaro Azedo, a retoma da atividade faz jus ao próprio nome do edifício, em que «várias gerações de mourenses» tiveram o acesso «à sétima arte naquela sala».
«Compete às câmaras municipais no interior do país remarem contra a maré e serem um bocadinho teimosas» na luta a favor da cultura, acrescentou o autarca, considerando que os municípios são os principais interessados para que as populações tenham as mesmas oportunidades que as pessoas que vivem nos grandes centros urbanos, nomeadamente Lisboa e Porto. «Por isso, estamos muito felizes por devolvermos o acesso novamente a esta oferta», sublinha.
As intervenções realizadas no edifício foram financiadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente de apoio à cultura.
No próximo fim de semana as sessões serão de entrada gratuita, sendo necessário apenas que os interessados levantem os bilhetes, a partir das 20h00, no cineteatro.
Em maio, um grupo informal de trabalho, pedido pelo Governo, sobre a área alertou que a realidade nacional da exibição de cinema «é estruturalmente assimétrica», com cinco capitais de distrito sem exibição regular: Beja, Bragança, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo. Os dados revelavam também que existiam muitos concelhos sem exibição de cinema.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










