Ciência para os desafios globais inspira Noite dos Investigadores em Évora

No próximo dia 26 de setembro, Évora juntar-se-á a mais de 40 países na celebração da Noite Europeia dos Investigadores 2025, um evento que leva a ciência para fora dos laboratórios e a coloca em diálogo com a comunidade. 

Sob o mote “Ciência para os Desafios Globais”, a Praça 1º de Maio e outros espaços da cidade transformam-se em palcos de experiências, oficinas, conversas e espetáculos que mostram como a investigação pode responder a problemas tão atuais como a preservação dos recursos naturais, a transição energética ou a inclusão social.

De acordo com a organização, a Noite Europeia dos Investigadores (NEI) “é dedicada à ciência e aos cientistas e programada a pensar na comunidade, que é convidada a descobrir como o conhecimento científico pode responder a desafios globais: preservação dos recursos naturais, transição energética, descarbonização, promoção da inclusão e da igualdade social, entre muitos outros”.

Em Évora, centenas de investigadores vão “sair dos seus laboratórios, gabinetes e locais de trabalho para transformar locais públicos da cidade em verdadeiros espaços de ciência, vivos e participativos”.

No total, participam 23 Centros de Investigação e Laboratórios Científicos da Universidade de Évora, com “90 atividades presenciais e 10 atividades online”. O encerramento será marcado pelo espetáculo multimédia Canorus, produzido pela Escola de Artes da Universidade de Évora.

A organização sublinha que a NEI é “um dos maiores eventos europeus de comunicação científica que junta mais de 40 países e que, em Portugal, é promovido pelo consórcio SCIGLO – Science for Global Challenges, que reúne nove instituições de referência nas áreas da investigação, divulgação e inovação”.

Mais do que divulgar ciência, a iniciativa pretende “aproximar investigadores/as e cidadãos e cidadãs, com especial atenção às escolas e aos jovens, destacando a importância das carreiras científicas e o papel da investigação portuguesa na construção de um futuro mais justo e sustentável”. Ao mesmo tempo, acrescenta a organização, o evento quer “dar voz às comunidades, promovendo o diálogo sobre preocupações, expectativas e visões em torno do papel da ciência na sociedade”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.

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