“A questão que se coloca é que o inverno ainda agora começou e a atual situação poderá deteriorar-se com o agravamento das condições meteorológicas”, diz a autarca. Em causa o troço Alcácer do Sal-Comporta da Estrada Nacional 353 (EN 353), a EN 5, a EN5-2, entre Alcácer do Sal e Torrão, e a EN2, entre Torrão e Alcáçovas e entre Torrão e Odivelas.
Trata-se de estradas com “muito movimento, em especial no verão, nas quais se verifica um acréscimo de sinistralidade”, sublinha Clarisse Campos, que aponta riscos como “deslizamentos de terras que condicionam a via ou levam ao seu abatimento, ou a queda de árvores, além de oscilações no pavimento, resultantes do efeito das raízes”.
No início deste mandato, a autarquia solicitou ao presidente da IP intervenções urgentes nestas vias, numa missiva que “partiu dos Bombeiros Voluntários do Torrão e foi depois elaborada com base numa avaliação do Serviço Municipal de Proteção Civil”.
O Município alude também à degradação da EN262, na zona de Torrão, em que “o rail de proteção ficou danificado na sequência de um acidente de viação ocorrido perto da Herdade de Portocarro”, deixando de “cumprir a sua função” que é, “em caso de despiste, impedir que um veículo caia no canal de rega, o que já ocorreu no passado”.
Segundo Clarisse Campos, há outras vias que apresentam riscos, como a EN 253, no troço entre Santa Susana e Montemor-o-Novo, ou o Itinerário Complementar 1 (IC 1), particularmente entre Alcácer e Palma”.
Questionada sobre a prioridade que o atual executivo atribui à segurança rodoviária neste mandato, a autarca refere que existem ainda “estradas municipais a precisar de intervenção”, dando o exemplo da Estrada Municipal 1: “Intervimos recentemente, [e] a obra está em conclusão, na estrada entre São Romão e Batão, mas temos outros casos que necessitam de atenção”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











