Em declarações aos jornalistas no final da visita do Presidente da República ao concelho, a autarca explicou que a comunidade piscatória da Carrasqueira, constituída por três dezenas, foi muito afetada pelo temporal e está sem pescar há vários dias.
“O cais palafítico ficou parcialmente destruído e eles estão sem pescar há vários dias, devido à água doce ter entrado na água salgada”, o que “acabou por afastar a pesca, o choco, por exemplo”, realçou a autarca, referindo que esta comunidade piscatória do Rio Sado é de “baixos rendimentos” e precisa de apoio por parte do Governo.
“Estamos a ajudá-los, através da junta de freguesia, com a canalização de alimentos para serem entregues também na comunidade para quem precisa, mas eles precisam de muito mais do que isso”, salientou.
Clarisse Campos disse que a Câmara vai contactar o secretário de Estado das Pescas para o alertar para a situação e solicitar apoios para a comunidade piscatória da Carrasqueira.
Nas declarações aos jornalistas, a presidente do Município disse estar igualmente preocupada com os prejuízos provocados pelas cheias nos negócios existentes na marginal da cidade e no próprio património da Câmara.
“A autarquia tem um conjunto de infraestruturas e espaços públicos municipais que precisa de reabilitar e, obviamente, não temos orçamento que permita fazer essa reabilitação”, disse a autarca, acrescentando que o Município vai agora fazer um levantamento dos danos, “quer no âmbito municipal, quer no âmbito da comunidade intermunicipal”, para “negociar em sede própria um reforço” financeiro para a reabilitação de todos os espaços.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












