«Temos razões para reconhecer a recuperação alcançada este ano. Crescemos 60,1% no número de colocados, enquanto o crescimento nacional foi de 13,9%. É um resultado que nos encoraja, mas não nos permite acomodar», afirma o reitor da Universidade Politécnica de Beja (UPBeja), Aldo Passarinho.
«Sabemos que ainda temos trabalho a fazer e assumimos essa responsabilidade. Vamos analisar os dados, ouvir os estudantes e os nossos parceiros e agir sobre aquilo que podemos melhorar», acrescenta o reitor.
A instituição sublinha que esta evolução «é particularmente relevante quando comparada com a evolução nacional». Na primeira fase de 2026 foram colocados 49.991 estudantes em todo o país, mais 13,9% do que em 2025, pelo que a Universidade «cresceu, portanto, a um ritmo significativamente superior ao crescimento global do Concurso Nacional de Acesso»,.
A UPBeja reconhece «esta recuperação e o trabalho desenvolvido pela sua comunidade académica», mas admite igualmente que 62,3% de alunos colocados na primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior «ainda não corresponde à ambição da instituição, nem ao que entende ser a sua responsabilidade enquanto instituição pública de ensino superior do Baixo Alentejo».
Segundo a Universidade, os resultados «devem igualmente ser lidos» no contexto da NUTS II Alentejo. Nesta fase, as instituições de ensino superior da região apresentam taxas de ocupação entre 62,3% e 90,7%, «evidenciando uma melhoria face ao ano anterior».
Destacando «uma recuperação muito expressiva» na procura, a instituição sublinha a existência de «margem para reforçar a sua capacidade de atração e aproximar os seus resultados dos níveis de ocupação mais elevados registados na região».
Em comunicado, a UPBeja recorda que recebe estudantes «através de diferentes regimes e vias de acesso e ingresso, incluindo os maiores de 23 anos aprovados em provas próprias, titulares de cursos superiores, de diplomas de especialização tecnológica ou diploma de técnico superior profissional, e diplomados de vias profissionalizantes ou artísticas».
Por esse motivo, explica, «a análise da procura será feita de forma global, considerando estas diferentes vias e procurando perceber melhor quem procura a Universidade Politécnica de Beja, que formações procura e quais os fatores que determinam as suas escolhas».
Para a instituição, os resultados de 2026 constituem «simultaneamente um sinal de recuperação e um compromisso de mudança». A Universidade assume «a responsabilidade de analisar os resultados curso a curso, reforçar a sua ligação às escolas, às famílias, às empresas e às instituições do território e avaliar continuamente a adequação e a atratividade da sua oferta formativa».
A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso decorre entre 24 de agosto e 20 de setembro, «constituindo uma nova oportunidade para os candidatos e para a instituição».










