«Nós decidimos neste Conselho de Ministros desbloquear os 60 milhões de euros que são necessários para a concretização deste projeto», afirmou o primeiro-ministro.
Luís Montenegro falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu na Ovibeja, e que contou com a presença do presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, e do presidente da ACOS, Rui Garrido.
Em dezembro último, aquando da reprogramação do programa Alentejo 2030, a anterior direção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo retirou 60 dos 80 milhões de euros afetos ao projeto de eletrificação da Linha do Alentejo, alegando que a obra «não era exequível» no atual quadro comunitário de apoio, que termina no final de 2027.
A decisão gerou contestação de autarcas, estruturas partidárias da região e da própria Infraestruturas de Portugal (IP), que considerou tratar-se de uma «decisão unilateral da CCDR».
Ainda em dezembro, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa visita a Beja, garantiu que os 60 milhões em falta seriam assegurados através do Programa Operacional Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
No briefing do Conselho de Ministros, Luís Montenegro indicou também que, do lote de 22 novas automotoras adquiridas para a CP, «três serão destinadas precisamente a esta ligação [Casa Branca-Beja]», estando a primeira prevista chegar em janeiro, a segunda em fevereiro e a terceira em março de 2027.
«Estamos a falar de composições que estão preparadas para poder operar enquanto não há eletrificação e depois de haver a concretização da eletrificação», assinalou.
No global, este conjunto de material circulante representa um investimento de 1.800 milhões de euros, disse ainda o primeiro-ministro, referindo que «há 23 anos que não chega um novo comboio a Portugal», pelo que se trata de um investimento que o Governo «valoriza muito».
Alentejo Ilustrado/Lusa (texto) | Nuno Veiga/Lusa (fotografia)












