«A nossa expectativa é obter em 2027» as licenças e «iniciar imediatamente as obras de infraestruturas» do projeto, cujo prazo de execução será de «até dois anos», assinalou o responsável do Grândola Logistics Park Euro-Atlantic (GLPEA), promovido pela Qantara Capital.
David Claudino disse que, no âmbito da DIA, existem duas condicionantes principais, além de «pequenas medidas de mitigação». As condicionantes estão relacionadas com a proibição de «novas captações de água» para abastecimento do parque e a obrigatoriedade de as águas pluviais e residuais serem descarregadas apenas nos locais definidos no projeto.
Ambas «já estavam previstas na conceção do projeto», cujo plano de pormenor (PP) se encontra também «numa fase muito avançada», faltando fechar as áreas de cedência ao município.
Questionado sobre os atrasos relacionados com o início da construção do parque, inicialmente previsto para 2023, o diretor-geral apontou «a complexidade» do projeto, a articulação com as várias entidades e a suspensão do Plano Diretor Municipal de Grândola.
A Qantara Capital estima em 40 milhões de euros o investimento direto nas infraestruturas do parque, além do montante já aplicado na aquisição dos terrenos e no desenvolvimento do projeto, afirmou David Claudino. Já o investimento global do empreendimento deverá ascender a 468 milhões de euros, valor que, segundo o responsável, «poderá ser superior», consoante o tipo de empresas que se instalem no parque.
Este projeto, classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN), vai permitir «diversificar a economia local, criar oportunidades, emprego qualificado» e promover a «fixação de jovens no concelho de Grândola», sublinhou o promotor, acrescentando que o modelo de financiamento para «a construção de armazéns ou fábricas» nos macrolotes «vai ser personalizado» e estará dependente «dos inquilinos que nos procurarem», esclareceu.
Segundo o diretor-geral do parque, as manifestações de interesse de potenciais investidores têm aumentado, mas o processo de comercialização só avançará depois de obtidas todas as licenças. «O que existe são pedidos de intenção» de investidores nacionais e, sobretudo, estrangeiros, para conhecerem o projeto, mas não existe ainda qualquer compromisso firmado, revelou.
A infraestrutura vai disponibilizar uma área total que ronda 130 hectares, com 635 mil metros quadrados de construção e um terminal ferroviário de mercadorias, com um parque de contentores de 23 mil metros quadrados e ligação direta à Linha do Sul, cuja construção está prevista para a segunda fase do projeto.
O parque foi dimensionado para acolher cerca de mil utilizadores diários, gerando emprego de forma gradual e prioritariamente local, diz a empresa.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.










