A peça estreou-se na Culturgest, em Lisboa, em 2007, já com Cláudia Gaiolas e Tónan Quito em cena, que agora assinam a cocriação e a interpretação deste regresso ao texto.
Segundo a sinopse do espetáculo, trata-se de «uma narrativa lírica e coral na qual um jovem casal conta, a duas vozes, uma situação de vida ou de morte: um dos amantes deixou de conseguir respirar». Os dois atores, acrescenta a mesma fonte, «contam-nos, em simultâneo, versões ligeiramente diferentes dos mesmos acontecimentos, celebrando a força vital do amor quando tudo o resto é posto em causa e já não sabemos como continuar a agir com normalidade».
A história de «Coro dos Amantes» começou em 2006, quando Tiago Rodrigues escreveu a primeira parte para o espetáculo «Urgências», apresentado no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Em 2007, o autor acrescentou-lhe mais duas partes para o espetáculo «Duas Metades», na Culturgest.
Em 2021, regressou ao texto e juntou-lhe uma nova «canção», que a produção descreve como «dedicada à passagem do tempo e ao que se seguiu na vida dos amantes — ao amor que desafiou a morte». Esta última parte foi inicialmente escrita em francês e estreou-se nesse mesmo ano no Théâtre de Lorient, em França.
Cláudia Gaiolas e Tónan Quito acompanham a vida daquele casal desde 2006 e, com a nova parte, «surgiu também a vontade de descobrir o que lhe aconteceu», refere a sinopse, que explica o ponto de partida do espetáculo: perceber «como continuaram os amantes e como continuaram os próprios intérpretes, como se estes se interrogassem a si mesmos através daquele casal».
O desenho de luz e a cenografia são de Thomas Walgrave e os figurinos de Magda Bizarro. A produção é da HomemBala, em coprodução com Aveiro 2024 – Capital Portuguesa da Cultura, Câmara Municipal de Aveiro, Teatro Aveirense, Teatro do Bairro Alto, Teatro Cine de Torres Vedras e Cineteatro Louletano.
Nascido em Lisboa em 1977, Tiago Rodrigues é ator, dramaturgo e encenador e um dos nomes mais reconhecidos do teatro português contemporâneo, com uma carreira internacional que poucos criadores nacionais alcançaram.
Formou-se em contacto com o coletivo belga tg STAN, fundou em 2003 a companhia Mundo Perfeito, com Magda Bizarro — que assina os figurinos de «Coro dos Amantes» —, e dirigiu o Teatro Nacional D. Maria II entre 2015 e 2021. Recebeu o Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, em 2018, e o Prémio Pessoa, em 2019.
Desde setembro de 2022 é diretor do Festival de Avignon, o mais importante festival de teatro do mundo, onde foi o primeiro estrangeiro a assumir o cargo; em setembro de 2025 foi reconduzido para um segundo mandato de quatro anos, até 2030.
Entre as suas criações mais conhecidas contam-se «By Heart», «Sopro», «António e Cleópatra», «Catarina e a Beleza de Matar Fascistas» e, mais recentemente, «Hécuba, não Hécuba», com atores da Comédie-Française, e «A Distância».










