Crato vai criar ninho de empresas num investimento a rondar 1,8 milhões de euros

Um ninho de empresas de base não tecnológica vai ser criado no Crato, num investimento de cerca de 1,8 milhões de euros.

O projeto vai surgir na sequência da requalificação do edifício OnCrato, adquirido pelo município há vários anos, que será transformado num espaço para acolher pelo menos 12 pequenas empresas.

De acordo com o presidente da Câmara, Joaquim Diogo, o equipamento conta com “cerca de 30 espaços” no piso térreo e “cerca de 12 espaços” no 1.º andar. “O térreo é um espaço [de] ‘coworking’ e os espaços em cima são individuais. Tem ainda um míni auditório, algumas salas de reuniões e um laboratório direcionado para os produtos endógenos”, explicou.

O laboratório, vocacionado para desenvolvimento de projetos relacionadas com o mel, azeite, licores ou doces, pretende “agregar” os produtores que têm dificuldades em ter um espaço para homologar ou validar os seus produtos.

“Naquele espaço podem fazer embalamento, algumas análises, rotulagem, o que permite que os pequenos produtos consigam garantir as regras que são exigidas hoje”, disse.

O projeto foi candidatado a fundos comunitários, atingindo uma taxa máxima de 85% de financiamento.

Independentemente da candidatura se encontrar em curso, a Câmara de Crato vai avançar com a obra que tem um prazo de execução de 14 meses, contando com um investimento em infraestruturas e equipamentos de cerca de 1,8 milhões de euros.

O autarca adiantou que a iniciativa está inserida num plano mais amplo, que prevê a criação de estruturas semelhantes nas freguesias rurais do concelho, além da criação de zonas de residências colaborativas.

De acordo com Joaquim Diogo, a descentralização do projeto passa por dar apoio a pessoas que residam nessas freguesias rurais e que necessitem de um espaço porque trabalham à distância, podendo também usufruir de um acesso à Internet mais eficaz.

“Queremos criar um pequeno espaço de ‘coworking’ em cada zona, ter alguns serviços, com uma copa onde as pessoas possam beber um café, depois ter também uma zona dedicada a uma determinada área que pode ir desde o termalismo à área social, turismo, artesanato e formação de profissões como canteiro, calceteiro ou oleiro”, disse.

O objetivo, acrescentou ainda, passa por criar “espaços temáticos” pelo território.

O projeto envolve ainda a criação de “duas a três” habitações colaborativas em cada uma das localidades, para acolher pessoas que se queiram deslocar para estas freguesias e “não conseguem rapidamente arrendar ou comprar uma casa” durante um determinado período de tempo.

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